Fiocruz adia pedido de registro definitivo de vacina da AstraZeneca

Anvisa vai se reunir no domingo para decidir se aprova o uso emergencial de 2 milhões de doses de vacina da AstraZeneca a ser importados da Índia

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) irá aguardar a definição da Anvisa sobre o pedido de uso emergencial das doses importadas da vacina da AstraZeneca antes de apresentar pedido de registro definitivo para o imunizante que será produzido pela instituição, afirmou o vice-presidente da Fiocruz encarregado do projeto da produção da vacina.

Inicialmente, a Fiocruz apresentaria na sexta-feira à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o pedido de registro definitivo da vacina desenvolvida pela AstraZeneca que será produzida pela fundação.

Segundo Marco Krieger, vice-presidente de produção e inovação em saúde da Fiocruz, houve um ajuste no calendário devido ao pedido de uso emergencial para as doses importadas da Índia, que anteriormente não estava previsto, “mas que na verdade adianta também o outro, porque já foram analisadas quase 8.000 páginas de documentos”, disse ele à Reuters.

A Anvisa vai se reunir no domingo para decidir se aprova o uso emergencial de 2 milhões de doses de vacina da AstraZeneca a ser importados da Índia, a pedido da Fiocruz, bem como de 6 milhões de doses da vacina da chinesa Sinovac, a pedido do Instituto Butantan.

O adiamento da apresentação do pedido à Anvisa ocorre depois que a Fiocruz foi forçada a atrasar a previsão de chegada ao Brasil do insumo farmacêutico ativo da AstraZeneca para a produção local das vacinas, que estava prevista para a semana passada. Agora, a expectativa é que o insumo chegue até o fim do mês.

O imunizante é a principal aposta do governo federal para a vacinação dos brasileiros a fim de conter a pandemia do novo coronavírus no país. Até o fim do ano, o governo federal espera contar com mais de 200 milhões de doses da vacina da Fiocruz.

Além da vacina da Fiocruz, o Ministério da Saúde firmou contrato com o Instituto Butantan para a compra de 46 milhões de doses da CoronaVac, vacina desenvolvida pela chinesa Sinovac e produzida no Brasil pelo instituto paulista. O acordo prevê ainda a compra de mais 56 milhões de doses em um segundo momento.

A expectativa do governo federal é iniciar a imunização contra a covid-19 no país em 20 de janeiro, no melhor cenário, dependendo da aprovação regulatória da Anvisa e da disponibilidade de imunizantes.

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