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Federação PSDB/Cidadania formaliza convite para Aécio ser candidato à presidência

Juntamente ao Solidariedade, o partido convidou oficialmente o deputado federal mineiro a ser candidato a Presidente da República

Aécio Neves: presidente nacional do PSDB foi convidado formalmente a se candidatar à Presidência da República (Wilson Dias/Agência Brasil)

Aécio Neves: presidente nacional do PSDB foi convidado formalmente a se candidatar à Presidência da República (Wilson Dias/Agência Brasil)

Paloma Lazzaro
Paloma Lazzaro

Estagiária de jornalismo

Publicado em 28 de maio de 2026 às 15h11.

Após um hiato de 12 anos, o mineiro Aécio Neves poderá retornar a uma corrida presidencial como candidato tucano. A federação partidária PSDB-Cidadania anunciou, na noite desta terça-feira, 26, que convidou o atual deputado federal pelo estado de Minas Gerais e presidente nacional do PSDB a se candidatar à Presidência da República.

De acordo com O Globo, a medida também conta com o apoio do Solidariedade, e passou a ser considerada após os desgastes na pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) devido à revelação de sua ligação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Aécio afirmou que tomará a decisão definitiva nas próximas semanas. A formalização do convite foi feita para que Aécio "avalie a possibilidade", mas já era discutida desde a semana passada, quando a Federação PSDB-Cidadania anunciou que iria discutir a ideia de chamar Neves à corrida.

Uma eventual candidatura do tucano integraria a terceira via no cenário de pré-candidaturas ao Palácio do Planalto.

Na última semana, o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa foi anunciado pelo DC como possível postulante ao cargo, substituindo Aldo Rebelo. Hoje, além de Barbosa, também já colocaram seus nomes como pré-candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro, Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobiliza), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Rui Costa Pimenta (PCO) e Samara Martins (UP).

Lula e Flávio lideram os principais cenários de primeiro e segundo turno, com os demais nomes não ultrapassando a faixa de dois dígitos.

'Não gosto de chamar de terceira via', diz Aécio Neves

O apoio a Aécio teve endosso em todos os diretórios estaduais do Solidariedade, presidido pelo deputado federal Paulinho da Força (SP), e do PSDB, do qual o próprio deputado é presidente. De acordo com O Globo, o objetivo das siglas é "reforçar a construção de um projeto de centro democrático para o Brasil".

Em nota, Neves afirmou que irá avançar nas conversas com "partidos e a sociedade" para avaliar se "há espaço" para a construção da candidatura. De acordo com a federação, ele é o nome capaz de "unir experiência, conhecimento e compromisso com políticas que promovam equilíbrio, desenvolvimento e soluções concretas para o país".

"Não gosto de chamar de terceira via, porque não vejo nas outras duas uma via que nos leve ao futuro. Parte da população está indignada e angustiada com a precariedade das opções colocadas", disse o deputado.

"Tem um espaço com essa confusão do Flávio. A tendência do Flávio é piorar, o desgaste aumentar, tem espaço para uma candidatura de centro, que possa falar do Brasil. A conversa com ele (Aécio) ontem foi boa. Estamos tentando convence-lo a ser candidato e acho que pode ser que dê certo", disse Paulinho da Força  no dia 19 de maio, de acordo com o jornal.

A corrida presidencial de 2014

Em 2014, Aécio Neves se candidatou à Presidência da República também pelo PSDB e chegou a um segundo turno acirrado com a então presidente Dilma Rousseff (PT). A mandatária foi reeleita com 51,64% dos votos.

Até as eleições de 2022, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu Jair Bolsonaro (PL) com 50,83% dos votos, a disputa entre Aécio e Dilma era a mais apertada da história no país.

A campanha de Neves demonstrou o maior crescimento da oposição aos governos petistas, que culminou com o impeachment de Rousseff em 2016 e com a eleição de Jair Bolsonaro em 2018.

Na época, protestos como as Jornadas de Junho de 2013, o movimento "Não Vai Ter Copa" e o próprio PSDB expressaram insatisfação com a conjuntura econômica do Brasil e o modelo administrativo desenvolvido durante os doze anos de presidências do PT.

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