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Europa se mobiliza em defesa da Ucrânia após novos ataques da Rússia

Os líderes da Alemanha e da França e a presidente da União Europeia criticaram a ofensiva russa em meio à expectativa de um acordo de paz

Guerra na Ucrânia (Dmytro Smolienko / Ukrinform/Future Publishing/Getty Images)

Guerra na Ucrânia (Dmytro Smolienko / Ukrinform/Future Publishing/Getty Images)

Publicado em 27 de dezembro de 2025 às 19h52.

Os líderes da União Europeia saíram em defesa da Ucrânia neste sábado, 27, após a Rússia realizar uma nova onda de ataques a Kiev e às regiões nordeste e sul do país vizinho.

A Ucrânia informou que a ofensiva deixou ao menos um morto e 19 feridos. Os ataques ocorrem em meio à expectativa gerada pelo próximo encontro entre o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e o dos Estados Unidos, Donald Trump, e um possível acordo de paz entre os dois países negociado pelos EUA. 

O chanceler alemão Friedrich Merz afirmou nesta sábado que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tem "o apoio total" dos líderes europeus e do Canadá. A ideia, segundo divulgação do governo alemão, é que os chefes de Estado da Europa trabalhem com a OTAN e a União Europeia "em estreita coordenação com os Estados Unidos por uma paz justa e duradoura na Ucrânia".

O presidente da França, Emmanuel Macron, por sua vez, disse que os ataques aéreos realizados pela Rússia demonstraram que Moscou não tem interesse em pôr fim à guerra.

Em conversa por telefone com Zelensky, Macron disse que há um "contraste" entre "a vontade da Ucrânia de construir uma paz duradoura e a determinação da Rússia em prolongar a guerra que ela mesma iniciou".

Já a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que a paz na Ucrânia deve preservar a soberania do país.

"Acolhemos com satisfação todos os esforços que conduzam ao nosso objetivo comum: uma paz justa e duradoura que preserve a soberania e a integridade territorial da Ucrânia", disse von der Leyen.

E prosseguiu: "Em 2026, a Comissão Europeia continuará a pressionar o Kremlin, manterá o apoio à Ucrânia e trabalhará intensamente para acompanhar a Ucrânia no seu caminho rumo à adesão à UE".

Negociações de paz e encontro com Trump

Os bombardeios ocorrem enquanto cresce a expectativa em torno de um novo encontro entre Zelensky e Trump, anunciado como parte das articulações para discutir o acordo de paz. O plano de 20 pontos apresentado por Kiev na noite de Natal foi rejeitado pela Rússia.

Zelensky mantém a exigência de controle total da região de Donbass e rejeita a presença de tropas europeias ou americanas na Ucrânia como parte das garantias de segurança.

O presidente ucraniano anunciou que pretende viajar à Flórida no próximo domingo para se reunir com Trump. O encontro deve tratar do rascunho do plano de paz, das garantias de segurança bilaterais e de um eventual acordo econômico.

*Com informações da AFP

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