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Vou ser candidato e vou ganhar as eleições, diz Lula em caravana

Em discurso, ex-presidente ignorou o trâmite do processo de apelação e chegou a apontar os rumos de um eventual terceiro mandato

Lula: "não fiquem com essa bobagem de que o Lula não vai ser candidato. Vou ser candidato e vou ganhar as eleições" (Rodolfo Buhrer/Reuters)

Lula: "não fiquem com essa bobagem de que o Lula não vai ser candidato. Vou ser candidato e vou ganhar as eleições" (Rodolfo Buhrer/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 5 de dezembro de 2017 às 08h41.

Última atualização em 5 de dezembro de 2017 às 09h29.

Vitória - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva minimizou a ameaça de ser barrado pela Justiça e voltou a dizer nesta segunda-feira, 4, que vai ser candidato em 2018.

"Não fiquem com essa bobagem de que o Lula não vai ser candidato. Vou ser candidato e vou ganhar as eleições", disse o ex-presidente diante de uma praça lotada na região central de Vitória, onde deu início a uma caravana de cinco dias pelos Estados do Espírito Santo e do Rio.

Em um longo discurso de tom eleitoral, Lula ignorou o trâmite do processo no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) e chegou a apontar os rumos de um eventual terceiro mandato.

"Em 2002, eu precisei dizer que era 'Lulinha paz e amor' para ganhar a eleição. Escrevi uma Carta ao Povo Brasileiro para ganhar a eleição. Quero dizer que continuo 'Lulinha paz e amor'. Quero voltar sendo 'Lulinha paz e amor'", afirmou.

O petista está planejando uma nova carta, desta vez voltada para setores da classe média que apoiaram o impeachment da presidente cassada Dilma Rousseff.

Antes, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, puxou um coro que dizia "eleição sem Lula é fraude". A frase virou um dos slogans das caravanas que o petista tem feito pelo País.

O coordenador da caravana, Marcio Macedo, um dos vice-presidentes do PT, afirmou que a avaliação interna do partido, reforçada por pesquisas de intenção de voto que apontam a liderança de Lula em todos os cenários testados, até mesmo projeções de segundo turno, é que a candidatura do ex-presidente é "irrevogável".

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