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"Espero que não ocorra nenhum excesso", diz Lula sobre operação da PF

Em entrevista à rádio mineira, Lula afirmou ser necessário saber quem financiou os acampamentos do 8 de janeiro

Lula (Andressa Anholete/Getty Images)

Lula (Andressa Anholete/Getty Images)

Luciano Pádua
Luciano Pádua

Editor de Macroeconomia

Publicado em 8 de fevereiro de 2024 às 09h00.

Última atualização em 8 de fevereiro de 2024 às 14h35.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na manhã desta quinta-feira, 8, esperar que não ocorram excessos nas investigações da Polícia Federal nos processos conduzidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os ataques às instituições do 8 de janeiro.

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi alvo da operação Tempus Veritatis da PF, que cumpre 33 mandados de prisão, quatro mandados de prisão preventiva e 48 medidas cautelares. O assessor e ex-ministro de Bolsonaro, Fabio Wajngarten, confirmou à EXAME que o ex-presidente terá que entregar seu passaporte

Entre os mandados de prisão, estão dois ex-assessores de Bolsonaro, Marcelo Câmara e Felipe Martins.

Também são alvos da operação, Braga NettoAugusto Heleno e Valdemar Costa Neto, aliados do ex-presidente. A PF também foi à casa de Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de Bolsonaro.

"É muito difícil um presidente da República comentar sobre uma operação da Polícia Federal que ocorre em segredo de justiça", disse Lula em entrevista à Rádio Itatiaia. "Espero que não ocorra nenhum excesso e seja aplicado o rigor da lei."

Segundo o presidente, "sabemos dos ataques à democracia".

"Precisamos saber quem financiou os acampamentos. Vamos esperar as investigações", afirmou o petista. 

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