Brasil

Enel pode perder concessão após apagão que atingiu São Paulo, diz governo

Segundo nota do governo, o descumprimento dessas exigências poderá acarretar na perda da concessão no estado de São Paulo, além da adoção de todas as medidas legais e regulatórias cabíveis

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 14 de dezembro de 2025 às 15h42.

Priorizar nos meus resultados Google
Tudo sobreEnel
Saiba mais

A Grande São Paulo soma 95.201 imóveis sem energia elétrica segundo Mapa da Falta de Luz, da Enel, atualizado às 14h05 deste domingo, 14, cinco dias após o vendaval que provocou um apagão na última quarta-feira, 10.

Em nota, a concessionária reforçou que pretende restabelecer totalmente o fornecimento de luz na Região Metropolitana de São Paulo até a noite de hoje, como afirmou no sábado, 13.

O blecaute teve início na terça, 9, mas se intensificou na quarta, 10, após a passagem de fortes ventos que atingiram a capital e a Grande São Paulo.

Segundo a Enel, o evento climático foi o mais prolongado desde o início das medições do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e dificultou o trabalho de recuperação da rede elétrica. Mais de 2,2 milhões de clientes chegaram a ficar no escuro e, até ontem, o problema ainda persistia para cerca de 500 mil unidades.

"A determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é de rigor absoluto na fiscalização e na garantia da qualidade dos serviços de distribuição de energia elétrica. O Governo do Brasil não tolerará falhas reiteradas, interrupções prolongadas ou qualquer desrespeito à população, especialmente em um serviço essencial como o fornecimento de energia elétrica", segundo nota do Governo Federal.

"O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que a concessionária Enel será responsabilizada caso não cumpra integralmente os índices de qualidade e as obrigações contratuais previstas na regulação do setor. O descumprimento dessas exigências poderá acarretar na perda da concessão no estado de São Paulo, além da adoção de todas as medidas legais e regulatórias cabíveis.

Desde as primeiras ocorrências de interrupção no fornecimento de energia, o ministro Alexandre Silveira determinou a mobilização imediata de todo o setor elétrico, com atuação coordenada dos órgãos públicos e das empresas envolvidas para restabelecer o serviço no menor prazo possível. Também foi instituída uma força-tarefa nacional, com apoio de outras distribuidoras do país, para reforçar as equipes e acelerar os trabalhos nas áreas afetadas pelas fortes chuvas.

Além disso, desde 2023, o ministro Alexandre Silveira vem alertando formalmente a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) sobre problemas recorrentes na atuação da Enel e cobrando fiscalização rigorosa, aplicação imediata de sanções e avaliação da continuidade da concessão, sem qualquer complacência.

Para reforçar esse compromisso, o Governo do Brasil editou o Decreto nº 12.068/2024, que endureceu as regras de fiscalização das distribuidoras de energia elétrica em todo o país, com contratos mais severos e exigentes quanto à qualidade do serviço prestado aos consumidores.

Por fim, o ministro irá propor uma agenda com o governador do estado e o prefeito da capital de São Paulo para alinhamento de responsabilidades e atuação coordenada, garantindo que todos os órgãos públicos envolvidos cumpram seus papéis na gestão da crise."

Acompanhe tudo sobre:EnelApagão

Mais de Brasil

Rejeição cruzada impede Lula e Flávio de abrir vantagem no 2º turno, diz CEO da Nexus

Empresários veem maré a favor de Flávio, mas caso Dark Horse mantém eleição em aberto

Onde assistir ao julgamento do STF sobre as denúncias contra Moraes?

STF realiza julgamento histórico que pode definir se Moraes será investigado; saiba como será