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Ponte no Acre desaba e deixa quatro feridos; obra custou mais de R$ 36 milhões

Três das vítimas foram transferidas para Rio Branco, duas em estado grave

Acre: Ponte Frei Paolino Baldassari desabou nesta sexta-feira, 5 (Reprodução)

Acre: Ponte Frei Paolino Baldassari desabou nesta sexta-feira, 5 (Reprodução)

Rebecca Crepaldi
Rebecca Crepaldi

Repórter de finanças

Publicado em 6 de junho de 2026 às 10h08.

Última atualização em 6 de junho de 2026 às 11h57.

A Ponte Frei Paolino Baldassari, que liga os distritos do Acre ao Centro da Sena Madureira, desabou no começo da noite desta sexta-feira, 5. Quatro pessoas ficaram feridas, sendo duas em estado grave. A obra era recente, foi inaugurada em 2023, e custou mais de R$ 36 milhões.

Na véspera, a ponte havia sido interditada devido ao risco de desabamento às margens do Rio Iaco. Segundo os bombeiros, o trecho que desabou corresponde a 60% da estrutura.

Ao todo, a estrutura tem 232 metros de extensão e possui duas pistas para o tráfego de veículos, contando com calçadas para pedestres nos dois lados.

Feridos

Os feridos deram entrada no Hospital João Câncio Fernandes, sendo que três deles, Edinaldo Muniz, de 54 anos, o irmão dele, Edinei Muniz, de 51 anos, e Antônio Morais Lima Filho, de 36 anos, foram transferidos para Rio Branco de ambulância. A outra vítima é Weverton Murieta, 34 anos.

Edinaldo, juiz aposentado, transmitia uma live no local quando a ponte caiu, criticando o governo por causa do risco da estrutura. Entenda o estado de saúde deles:

  • Antônio Morais Lima Filho está em estado crítico. Segundo informações do governo, ele sofreu traumatismo grave, apresenta pupilas dilatadas e foi encaminhado para a sala vermelha.
  • Também em estado grave está Edinaldo Muniz. Ele sofreu traumatismo craniano, além de lesões internas na região abdominal e nos rins.
  • Edinei Muniz teve fraturas provocadas pelo trauma, mas apresenta quadro estável.
  • Weverton Murieta sofreu escoriações e ferimentos leves. Seu estado de saúde é considerado estável.

Movimentação do governo

Após o desabamento, o governo do Acre montou um gabinete de crise para coordenar as ações de resgate e assistência às vítimas. A governadora Mailza Assis (PP) foi ao município para acompanhar os trabalhos e afirmou que a prioridade da administração estadual é salvar vidas e garantir apoio integral aos feridos e seus familiares.

Segundo o governo, todos os órgãos estaduais foram colocados em alerta para assegurar uma resposta rápida à ocorrência. Equipes da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) também foram deslocadas para prestar suporte às vítimas e à população local.

A Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) mobilizou profissionais e estrutura de atendimento para reforçar o socorro. De acordo com o secretário José Bestene, toda a rede estadual de saúde foi acionada para garantir atendimento ágil aos feridos.

Além das equipes do Corpo de Bombeiros, atuam no local profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e agentes das forças de segurança. A Sesacre informou ainda que ambulâncias das cidades de Manoel Urbano e Bujari foram enviadas a Sena Madureira para reforçar o resgate e o transporte das vítimas.

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