Empreiteiras investigadas têm recursos do FI-FGTS

Oito das dez maiores construtoras brasileiras foram citadas na operação que investiga esquema de lavagem e desvio de dinheiro envolvendo a Petrobras

Brasília - Beneficiárias de financiamentos do FI-FGTS, as empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato da Polícia Federal foram questionadas pela Caixa sobre o nível de envolvimento no esquema de corrupção. Oito das dez maiores construtoras brasileiras foram citadas na operação que investiga esquema de lavagem e desvio de dinheiro envolvendo a Petrobras.

Algumas delas são sócias do FI-FGTS ou possuem financiamento com recursos do fundo.

Os advogados das construtoras garantiram à Caixa que as empresas sob investigação fazem parte das holdings, mas não têm contratos isolados com o FI-FGTS. Por exemplo: a PF investia a Odebrecht, grupo que mais tem negócios com o fundo, cerca de R$ 4 bilhões.

Das 15 empresas do grupo, as duas que têm participação do fundo (Ambiental e Transport) não estão sendo investigadas pela PF, garantem. Na carteira de negócios da unidade de transporte estão grandes empreendimentos, como as rodovias Dom Pedro (SP) e BR-163 (MT), o Aeroporto Internacional do Galeão e a Linha 6 do metrô de São Paulo.

A Odebrecht Energia é uma das sócias da Santo Antônio Energia, concessionária da Hidrelétrica Santo Antônio, no Rio Madeira (RO).

No mês passado, a reunião do comitê de investimento do FI-FGTS foi cancelada por falta de quórum: a bancada do governo alegou que não poderia participar, quatro horas antes do início do encontro.

Nos bastidores, alguns integrantes do comitê disseram ao Estado que o governo não queria aprovar a operação que favorecia à Queiroz Galvão, empresa investigada na operação Lava Jato. "Evitaram o desgaste da divulgação de que o dinheiro do trabalhador estava sendo repassado para uma empresa investigada por corrupção", disse um integrante do FI-FGTS.

A sociedade entre a Queiroz Galvão Energias Renováveis, braço do grupo que é ligado à produção de energia alternativa, e o FI-FGTS foi aprovada em dezembro de 2013. Mas, como o desembolso dos recursos, destinados à ampliação de parques eólicos no Nordeste não foi feito nos nove meses seguintes, é preciso um novo aval do comitê.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 12,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser.

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.
Assine

exame digital + impressa

R$ 29,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

  • Edição impressa mensal.

  • Frete grátis
Assine

Já é assinante? Entre aqui.