Brasil

Em SP, 89% desrespeitam faixa de pedestre, diz estudo

Foram registradas 675 situações com conflito entre os pedestres e os automóveis

Estudo da CET mostra que o principal motivo alegado para não dar preferência aos pedestres é que o carro que vem atrás está muito perto e pode haver uma batida (Wikimedia Commons)

Estudo da CET mostra que o principal motivo alegado para não dar preferência aos pedestres é que o carro que vem atrás está muito perto e pode haver uma batida (Wikimedia Commons)

DR

Da Redação

Publicado em 9 de maio de 2011 às 09h44.

Priorizar nos meus resultados Google

São Paulo - O trânsito de São Paulo é um exemplo de caso em que discurso e prática não caminham juntos. Quando questionados se respeitam a prioridade dos pedestres, 76,8% dos motoristas disseram que param nos cruzamentos para esperar a travessia. O detalhe é que, momentos antes, 89,6% do total desses mesmos entrevistados se comportaram de maneira oposta e haviam cometido infrações que colocaram em risco os pedestres na faixa.

Os dados fazem parte de um estudo da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) que analisou o comportamento dos motoristas em movimentados cruzamentos do centro da capital paulista. Foram registradas 675 situações em que houve "conflito" entre os pedestres e os automóveis e qual foi a decisão tomada pelo condutor do veículo.

Mais do que dissimulação dos motoristas, os números podem indicar uma grande falha na formação dos condutores. "Como é mal ensinado, pode ser um desconhecimento total da regra. É um hábito tão antigo (não esperar a travessia de pedestres) que os motoristas não percebem mais que fizeram errado", diz o gerente de Educação no Trânsito da CET e coordenador do estudo, Luiz Carlos Néspoli.

Batida

Uma tentativa de elevar o respeito à faixa de segurança para evitar atropelamentos precisa em primeiro lugar reverter uma ideia preconcebida de muitos motoristas: que isso vai, por ironia, aumentar o número de acidentes. O estudo da CET mostra que o principal motivo alegado para não dar preferência aos pedestres (40,8% dos entrevistados) é que o carro que vem atrás está muito perto e pode haver uma batida se o da frente parar na área estabelecida.

A resposta foi dada quando motoristas foram indagados sobre possíveis desconfortos ao parar na faixa. A sensação de proximidade entre os carros mostra que, mais do que o respeito ao pedestre, o que não está sendo seguido também são distância e velocidade de segurança.

"Os motoristas precisam respeitar uma distância de segurança entre os veículos. E além disso é preciso ter consciência da necessidade de reduzir a velocidade ao se aproximar de qualquer cruzamento, porque são locais mais delicados, onde pode haver entrada de veículos, travessia de pedestres ou ciclistas", afirma Néspoli. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Acompanhe tudo sobre:Setor de transporteTransporte e logísticaAmérica LatinaDados de BrasilTrânsitomobilidade-urbana

Mais de Brasil

Na Faria Lima, Cury diz que não apoiaria Lula em 'hipótese nenhuma' no 2º turno

PF faz operação para investigar financiamento do filme 'Dark Horse'

Caixa entra em greve por tempo indeterminado; veja o que está em jogo

Crise no STF: a linha do tempo do embate entre Moraes e Mendonça