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Em 3º encontro com Lula, Tarcísio vai pedir recursos para saúde e mobilidade

Na ocasião, Tarcísio pedirá recursos para financiamento da saúde e mobilidade urbana de São Paulo

Tarcísio: filas para cirurgia ortopédica e queda na saúde financeira da rede filantrópica serão temas abordados no encontro (Ricardo Stuckert/Divulgação)

Tarcísio: filas para cirurgia ortopédica e queda na saúde financeira da rede filantrópica serão temas abordados no encontro (Ricardo Stuckert/Divulgação)

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Estadão Conteúdo

25 de janeiro de 2023, 12h39

O governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) vai se reunir pela terceira vez com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na próxima sexta-feira, 27, em Brasília, em uma reunião convocada pelo chefe do Executivo junto com os governadores dos 27 Estados do País. Na ocasião, Tarcísio pedirá recursos para financiamento da saúde e mobilidade urbana de São Paulo.

De acordo com Tarcísio, filas para cirurgia ortopédica e queda na saúde financeira da rede filantrópica serão temas abordados no encontro. "O maior credor dos hospitais filantrópicos é a Caixa Econômica, então a gente tem que ou perdoar dívida pequena ou alongar prazo para pagamento de dívida, diminuir taxa de juro", afirmou o governador nesta manhã a jornalistas.

Tarcísio abordará, ainda, a necessidade de revisão da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS). "É uma tabela congelada há muito tempo e ela que remunera os procedimentos", emendou. Ele também vai pedir apoio aos projetos de mobilidade urbana do Estado, como o trem intercidades, expansão das linhas de metrô para a Grande São Paulo e obras na Baixada Santista.

A privatização do Porto de Santos, prioridade na pauta de Tarcísio, não deve ser tratada no encontro. O governador deve se reunir ainda com o ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França (PSB), para avançar no tema. O ministro, no entanto, descarta a ideia de vender a autoridade portuária, mas ressalva que outros serviços possam ser privatizados.

No encontro bilateral com Lula, realizado no início do mês, Tarcísio defendeu a desestatização do Porto de Santos. De acordo com ele, o presidente não fechou as portas sobre o megaleilão, que foi desenhado ainda durante a gestão do governador como ministro da Infraestrutura de Jair Bolsonaro. "Não descartou, pelo contrário, abriu o diálogo", disse na época em exclusividade ao Estadão/Broadcast.