Eleição no Tocantins deve antecipar desencanto do eleitor

Neste domingo, Tocantins irá decidir quem será o governador até o fim de 2018. Na 1ª rodada, o destaque foi o elevado índice de votos brancos e nulos

Mais um estado brasileiro terá eleição extraordinária. Depois do Amazonas, em agosto do ano passado, o Tocantins decide neste domingo, em segundo turno, quem será o governador até o fim de 2018. O cargo ficou vago em março, quando o Tribunal Superior Eleitoral cassou o mandato do governador Marcelo Miranda (MDB), e sua vice, Cláudia Lelis (PV). Por 5 a 2, a dupla perdeu os diplomas em um processo por caixa dois.

A primeira votação aconteceu no último dia 3. A disputa agora será entre o deputado estadual e governador interino Mauro Carlesse (PHS), que teve 30,31% dos votos, e o senador Vicentinho Alves (PR), 22,22%. Eleito agora, o vencedor pode concorrer à reeleição em outubro, mas não poderá brigar pelo cargo em 2022. Por ora, o TSE entende que não seria possível ao vencedor do pleito extraordinário disputar mais uma vez.

O destaque da primeira rodada de votação em Tocantins, porém, foi o elevado índice de votos brancos e nulos. Foram 19,19% dos eleitores que não escolheram nenhum dos nomes colocados em votação, mesmo com políticos tradicionais do estado na concorrência. Além dos classificados para o segundo turno, só Carlos Amastha (PSB) teve mais votos (21,41%) que o grupo de branco e nulo. A senadora e ex-ministra Kátia Abreu (PDT), por exemplo, fechou a apuração com 15,66%.

Em 2014, o índice de brancos e nulos no Tocantins foi de 12,2%. Para presidente, foi ainda menor: 9,6%. Mas o número do início do mês, quase em 20% mostra que o sentimento de desencantamento com a política é um gatilho para que o eleitor escolha não votar. Para analistas políticos, a eleição deste domingo é um segundo prenúncio do que serão as eleições a deputados, senadores, governadores e presidente em outubro.

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