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Economist: enchentes no Rio são mais letais que na Austrália

Revista britânica diz que, apesar de causarem mais mortes, as chuvas no Rio ganharam menos destaque na mídia

Enchentes na região serrana do RJ: revista britânica fala do "mar de lama" que devastou as cidades (Vladimir Platonow/ABr)

Enchentes na região serrana do RJ: revista britânica fala do "mar de lama" que devastou as cidades (Vladimir Platonow/ABr)

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Da Redação

Publicado em 13 de janeiro de 2011 às 17h39.

São Paulo - A nova edição da revista britânica The Economist, que chega às bancas nesta quinta-feira (13), traz uma matéria descrevendo a situação caótica no Rio de Janeiro por causa das chuvas. O texto diz que as enchentes no estado brasileiro foram, até agora, mais mortais do que as ocorridas na Austrália na última semana, mas ganharam menos destaque na mídia internacional.

Segundo informações da revista, até agora foram 15 pessoas mortas e 66 desaparecidas na Austrália. No Rio, pelo menos 270 pessoas morreram. "As enchentes no Rio deixaram para os sobreviventes e as autoridades o custoso trabalho de reconstrução, e um mais ardiloso - o de tentar evitar que estas tragédias aconteçam de novo".

A Economist ressalta que, em apenas 24 horas, os morros e serras do Rio de Janeiro receberam um terço a mais de chuvas do que todo o volume de precipitação observado em janeiro de 2010.

"As chuvas provocaram o deslizamento de encostas que encobriram casas, hotéis, ruas e igrejas em um mar de lama nas cidades de Teresópolis, Nova Friburgo e Petrópolis. Antes, 13 pessoas já haviam morrido nas enchentes no estado de São Paulo", diz a matéria.

O texto termina em tom grave, dizendo que, "com chuvas torrenciais se tornando cada vez mais frequentes na América do Sul, medidas preventivas se tornam essenciais. Mas elas são mais fáceis de falar do que de fazer."

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