Brasil

Dodge questiona MP que deu status de ministro a Moreira Franco

A MP cria e dá status de ministério à Secretaria-Geral da Presidência da República e ao Ministério dos Direitos Humanos

Moreira Franco: a PGR aponta que a MP, editada em maio, é uma reprodução de texto de mesmo teor editado em fevereiro e revogado pela presidência da República (Adriano Machado/Reuters)

Moreira Franco: a PGR aponta que a MP, editada em maio, é uma reprodução de texto de mesmo teor editado em fevereiro e revogado pela presidência da República (Adriano Machado/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 15 de dezembro de 2017 às 18h46.

Brasília - A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer no qual sustenta que é inconstitucional a Medida Provisória que deu status de ministro a Moreira Franco, um dos aliados mais próximos do presidente Michel Temer.

A MP 782 foi editada em maio e convertida em lei. O texto cria e dá status de ministério à Secretaria-Geral da Presidência da República e ao Ministério dos Direitos Humanos.

Em manifestação encaminhada nesta quinta-feira, 14, a procuradora-geral aponta que a MP, editada em maio, é uma reprodução de texto de mesmo teor editado em fevereiro e revogado pela presidência da República.

Segundo Raquel, houve uma "ofensa à sistemática de processamento" do texto, pois a Constituição impede a reedição de MP que tenha perdido a eficácia numa mesma sessão legislativa.

A PGR argumenta que a intenção da Constituição é evitar "reedições abusivas" de medida provisória por parte do presidente da República.

"Embora a MP 782/2017 tenha conteúdo mais abrangente que a MP 768/2017, o texto desta foi reproduzido por aquela, de sorte que é evidente a reedição de seu objeto", escreveu Raquel Dodge.

A MP 782 foi convertida em lei, mas, segundo Raquel, isso não afasta os "vícios de inconstitucionalidade" presentes na tramitação do texto.

A medida provisória foi questionada no STF pelo antecessor de Raquel, o ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot. A ação está sob relatoria da ministra Rosa Weber.

Raquel Dodge ainda argumenta que é "flagrante a ausência de urgência de medida provisória que revoga a anterior e reedita seu conteúdo".

Acompanhe tudo sobre:Supremo Tribunal Federal (STF)Moreira FrancoRaquel DodgePGR - Procuradoria-Geral da República

Mais de Brasil

Governo de SP avança para concessão do Parque Bruno Covas

Boulos diz que governo vai articular no Congresso para manter veto de Lula ao PL da Dosimetria

Defesa de Bolsonaro pede ao STF autorização para reduzir pena por meio da leitura

Provão Paulista: estudantes podem consultar resultados da avaliação de 2025