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‘Se o dado não é usado, gera custo’: como especialista fala sobre IA e dados transformarem decisões

Chief Data Officer da Schneider Electric para a América do Sul explica a importância de ética, governança e educação em inteligência artificial

Sabrina Nazario, Chief Data Officer e líder de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) na Schneider Electric para a América do Sul

Sabrina Nazario, Chief Data Officer e líder de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) na Schneider Electric para a América do Sul

Publicado em 18 de maio de 2026 às 19h00.

Última atualização em 20 de maio de 2026 às 14h14.

Sabrina Nazario, Chief Data Officer e líder de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) na Schneider Electric para a América do Sul, percorreu uma trajetória marcada por diversidade de experiências e países. 

Com 20 anos na empresa, passou por funções de lançamento de produtos, desenvolvimento comercial, auditoria interna e governança de dados, sempre buscando desafios que ampliassem sua visão sobre tecnologia, negócios e pessoas.

“A cada três ou quatro anos eu assumia algo diferente, em um país diferente. Isso me permitiu acumular experiência em múltiplas áreas e desenvolver um olhar estratégico e crítico sobre dados e processos”, conta Sabrina. 

Na Schneider Electric, participou de projetos internacionais que ampliaram sua atuação em diferentes mercados, com passagens por França, Espanha e Boston.

IA no dia a dia corporativo

Para Sabrina, a inteligência artificial deixou de ser tendência e passou a integrar processos decisórios. “Utilizamos ferramentas como o Microsoft Copilot no dia a dia, do Outlook aos assistentes de vendas. Mas é essencial manter senso crítico e segurança — a IA pode 'alucinar' e produzir erros se usada como oráculo”, explica.

Ao aprofundar seus estudos, participou do PIACC, Programa de Inteligência Artificial para C-levels, Conselheiros e Acionistas da Saint Paul Escola de Negócios. 

"O curso não é só teórico. Tivemos exercícios práticos, montando soluções reais com IA, sempre com foco em segurança e diversidade. O aprendizado é muito mais profundo quando você interage com colegas de diferentes áreas e perspectivas"Sabrina Nazario, Chief Data Officer e líder de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) na Schneider Electric para a América do Sul

O desafio da legislação e da segurança de dados

Sabrina enfatiza que a legislação brasileira de proteção de dados (LGPD) é robusta, comparável à GDPR europeia, mas ainda enfrenta desafios de implementação e fiscalização. 

“O arcabouço legal existe, mas a fiscalização é limitada. Sem acompanhamento, qualquer base de dados pode ser mal utilizada, e a proteção do cidadão fica comprometida”, alerta.

Sabrina Nazario, Chief Data Officer e líder de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) na Schneider Electric para a América do Sul

Ela observa que, na prática, a educação é a principal alavanca de segurança. Programas corporativos exaustivos ensinam funcionários a lidar com dados de forma ética e segura, classificando informações corretamente e entendendo o risco de exposição. 

“Se o dado não é usado, ele gera custo; se é usado sem segurança, gera risco. É um equilíbrio constante entre disponibilidade e proteção”, afirma.

O papel da diversidade e da colaboração

Outro ponto destacado por Sabrina é a riqueza da troca entre profissionais de diferentes áreas. “O meu background em engenharia elétrica, combinado com colegas da saúde, administração e direito, permite abordagens diversas. A diversidade torna a discussão mais orgânica e as soluções mais eficazes”, explica.

Essa colaboração também se estende à sociedade, na medida em que o conhecimento em IA e privacidade precisa ser disseminado. 

Sabrina cita casos de uso de dados pessoais por aplicativos e redes sociais como alerta para a necessidade de educação digital: “Muita gente compartilha informações sensíveis sem entender o impacto. Educação é o maior desafio”, comenta.

Futuro da liderança em dados e IA

Atualmente, Sabrina foca em cibersegurança e governança de dados, investigando ferramentas e práticas para proteger informações críticas enquanto promove a inovação. 

Para ela, líderes C-Level têm a responsabilidade de garantir que a IA seja usada de forma ética e produtiva, equilibrando eficiência e segurança.

"Nosso papel é criar cultura de uso responsável. A IA deve ampliar a capacidade humana, não substituí-la. E isso precisa caminhar junto com educação, diversidade e ética"Sabrina Nazario, Chief Data Officer e líder de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) na Schneider Electric para a América do Sul

Sabrina Nazario exemplifica como a combinação de experiência internacional, curiosidade, aprendizado contínuo e liderança estratégica permite às empresas extrair valor de dados e IA sem comprometer a segurança de colaboradores e clientes.

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