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Dilma diz que votação do Orçamento em fevereiro não é danosa

Dilma disse que não há crise entre os poderes e que a votação do Orçamento apenas em fevereiro não trará danos aos planos do governo

A presidente Dilma Rousseff em café da manhã com jornalistas: Dilma disse que a posição do governo é de “cautela” (Antonio Cruz/ABr)

A presidente Dilma Rousseff em café da manhã com jornalistas: Dilma disse que a posição do governo é de “cautela” (Antonio Cruz/ABr)

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Da Redação

Publicado em 27 de dezembro de 2012 às 12h10.

Brasília - A presidente Dilma Rousseff disse que o governo vai anunciar ainda hoje (27) a medida provisória para garantir investimentos no começo de 2013, diante da decisão do Congresso de adiar para fevereiro a votação do Orçamento do próximo ano. Dilma disse que não há crise entre os poderes e que a votação do Orçamento apenas em fevereiro não trará danos aos planos do governo.

A medida provisória será detalhada pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e vai autorizar o uso de um terço do Orçamento já aprovado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO). “O objetivo do governo é iniciar 2013 mantendo elevado nível de investimentos. Mandamos por medida provisória para que não haja possibilidade de interromper o ritmo de investimento no Brasil”, disse a presidente, durante café da manhã com jornalistas. Segundo Dilma, a mesma manobra já foi utilizada pelo Executivo em 2006.

O atraso na votação do Orçamento de 2013, que ficou para fevereiro, não configura nenhuma crise entre os poderes, na avaliação da presidente. O Congresso Nacional, segundo ela, tem prerrogativa para aprovar ou não medidas do Executivo e que isso é normal da democracia. “Não vamos chamar de crise o que não é. É inexorável para um presidente perder votações. Não vejo nada pessoal”, ponderou.

Sobre a possibilidade de votação de cerca de 3 mil vetos presidenciais pelo Congresso, Dilma disse que a posição do governo é de “cautela”. Segundo ela, a maioria dos vetos que poderão ser analisados, alguns da época do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, se refere a gastos que os governos consideraram desnecessários. A derrubada a essa altura poderia comprometer as contas do país, segundo a presidente. “Precisamos ter atitudes bastante ponderadas, porque é complicado derrubar vetos que remontam a milhões de reais. Nossa posição é de cautela.”

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