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Desvalorização cambial é sinal de ajuste, diz Dilma

A presidente reiterou que a flutuação do câmbio não deve ser confundida com vulnerabilidade


	Dilma: a presidente destacou que as reservas internacionais do país, de US$ 370 bilhões, são mais que suficientes
 (Georges Gobet/AFP)

Dilma: a presidente destacou que as reservas internacionais do país, de US$ 370 bilhões, são mais que suficientes (Georges Gobet/AFP)

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Da Redação

Publicado em 24 de fevereiro de 2014 às 14h24.

São Paulo - A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira, 24, durante discurso no encontro empresarial Brasil-União Europeia, em Bruxelas, na Bélgica, que a flutuação do câmbio não deve ser confundida com vulnerabilidade.

"A recente desvalorização do real foi seguida de um período de intensa valorização. A desvalorização é mais um sintoma de ajuste do que de vulnerabilidade", afirmou. Dilma citou o programa de swap do Banco Central, que tem o objetivo de dar mais previsibilidade e estabilidade ao mercado de câmbio.

A presidente destacou que as reservas internacionais do País, de US$ 370 bilhões, são mais que suficientes para honrar os compromissos externos e que os fluxos cambiais para o Brasil têm sido estáveis, sistemáticos e constantes. "Parte expressiva deles vem de investimentos europeus", ressaltou.

Dilma reforçou a tranquilidade do governo em relação ao bom funcionamento do sistema financeiro do País. "Não abandonamos o processo de reforço do arcabouço institucional bancário", disse. "Implementamos Basileia 3 e mantivemos solidez financeira com a expansão do crédito de forma estável e consistente."

A presidente reafirmou o compromisso com o tripé macroeconômico: meta de superávit primário, câmbio flutuante e meta de inflação.

"Controle da inflação e equilíbrio das contas públicas são fundamentais. Desde 1999 a inflação está sob controle, dentro da meta, e o objetivo é continuar perseguindo isso porque temos uma experiência nefasta com hiperinflação."

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