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Alckmin confirma que deixará MDIC em 2 de abril para se dedicar às eleições 2026

Despedida do cargo ocorre dentro das regras de desincompatibilização exigidas para candidatos que ocupam cargos no Executivo

Geraldo Alckmin: político deixará o cargo no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços em 2 de abril (Leandro Fonseca/Exame)

Geraldo Alckmin: político deixará o cargo no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços em 2 de abril (Leandro Fonseca/Exame)

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 27 de março de 2026 às 15h17.

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O vice-presidente Geraldo Alckmin confirmou que deixará o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) em, 2 de abril, para se dedicar aos compromissos com as eleições de 2026. A saída ocorre dentro das regras de desincompatibilização exigidas para candidatos que ocupam cargos no Executivo.

A declaração foi feita nesta sexta-feira, 27, durante evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em São Paulo, voltado ao acordo entre Mercosul e União Europeia.

Alckmin permanecerá no cargo de vice-presidente até o fim do mandato, já que a função não exige afastamento. A antecipação em relação ao prazo legal foi mencionada pelo próprio vice-presidente.

"Cumprindo a legislação, quem é ministro, vice-presidência não tem desincompatibilização, mas do ministério tem. Então, a data é 4 de abril, mas dia 3 é Sexta-feira Santa, então provavelmente dia 2, né? Aí o presidente define. Então, são os últimos dias, e estamos muito felizes porque estamos encerrando aqui."

Ele sinalizou preferência por disputar a reeleição como vice-presidente, embora também seja considerado para concorrer ao Senado por São Paulo. A definição depende de articulação política dentro do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Despedida do Executivo

O encontro na CNI teve caráter de despedida. O presidente da entidade, Ricardo Alban, destacou a atuação de Alckmin à frente da política industrial e mencionou sua saída do ministério. O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, também abordou resultados da gestão.

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, participou do evento e afirmou que a presença ocorreu em função do momento institucional. Ela mencionou a trajetória de Alckmin no cenário político.

Durante o discurso, Alckmin destacou o acordo entre Mercosul e União Europeia, com previsão de entrada em vigor em maio. Ele mencionou impactos para a indústria brasileira, com referências aos setores farmacêutico, automotivo e de aviação, além de temas como transição digital e ecológica.

O vice-presidente também citou parcerias com a CNI, o BNDES e integrantes do governo. Ao ser questionado sobre o futuro político, evitou detalhar a decisão e mencionou agenda prevista para esta sexta-feira, 27, na Assembleia Legislativa de São Paulo.

O evento deve formalizar a filiação de Simone Tebet ao PSB e consolidar sua candidatura ao Senado, em composição com a chapa liderada por Fernando Haddad.

A definição sobre o destino político de Alckmin deve ocorrer nos próximos dias, antes do encerramento do prazo de desincompatibilização.

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