Deputados cobram posicionamento de Guedes sobre aumento a policiais

Comissão de Segurança Pública da Câmara aprovou um convite ao ministro, para que ele vá ao colegiado explicar a possibilidade de reajuste à categoria
 (Andre Coelho/Getty Images)
(Andre Coelho/Getty Images)
Por Alessandra Azevedo, de BrasíliaPublicado em 17/05/2022 17:08 | Última atualização em 17/05/2022 17:08Tempo de Leitura: 2 min de leitura

Deputados da Comissão de Segurança Pública da Câmara aprovaram nesta terça-feira, 17, um convite ao ministro da Economia, Paulo Guedes, para que ele vá ao colegiado explicar a possibilidade de aumento salarial e reestruturação de carreira de agentes de segurança pública.

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O ministro da Justiça, Anderson Torres, afirmou à comissão, em 10 de maio, que enviou ao Ministério da Economia as propostas dos agentes de segurança que recebem recursos da União, como Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Departamento Penitenciário Nacional (Depen), além da polícia militar e da polícia civil do Distrito Federal. 

Segundo o deputado Luis Miranda (Republicanos-DF), que apresentou o requerimento de convocação de Guedes, depois transformado em convite, esses profissionais aguardam reestruturação, prometida pelo presidente Jair Bolsonaro, mas ainda não tiveram retorno sobre o assunto.

Miranda ressaltou que há previsão orçamentária, já aprovada no Congresso, para atender a categoria. O deputado afirmou que é necessário o comparecimento de Guedes para “explicar a fala do Ministro da Justiça e informar onde foram parar esses recursos”.

Segundo Miranda, Torres atribui a morosidade ou a trava da reestruturação e do aumento ao ministro da Economia. “O reajuste do governo não pode ser visto como uma esmola em troca de benefício eleitoral, mas como um direito daqueles que contribuem para um país mais justo e melhor, com segurança e qualidade de vida”, defendeu.

O presidente do colegiado, Aluisio Mendes (PSC-MA), deu o prazo de duas sessões para que o ministro vá à comissão. Segundo ele, caso Guedes não responda ao convite, os deputados votarão a convocação, que, diferentemente do convite, obriga a presença do ministro no colegiado.