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Demissão do presidente dos Correios não tem data marcada, diz porta-voz

Na última sexta, Bolsonaro anunciou que iria demitir o general porque ele "foi ao Congresso e agiu como sindicalista"

Correios: general assumiu a estatal ainda no governo do ex-presidente Michel Temer (Elza Fiuza/Agência Brasil)

Correios: general assumiu a estatal ainda no governo do ex-presidente Michel Temer (Elza Fiuza/Agência Brasil)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 17 de junho de 2019 às 21h28.

Brasília — O porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, afirmou nesta segunda-feira (17),que ainda não há previsão para que o presidente Jair Bolsonaro efetive a demissão do presidente dos Correios, general Juarez Aparecido de Paula Cunha. Na última sexta-feira, durante café da manhã com jornalistas, Bolsonaro anunciou que iria demitir o general porque ele "foi ao Congresso e agiu como sindicalista".

"Ele ainda não decidiu com relação ao momento da efetivação e, tampouco, por consequência, possui um nome já avaliado e acordado por ele e o Ministério da Ciência, Tecnologia e etc", disse o porta-voz a jornalistas.

No último dia 5 de junho, o presidente dos Correios esteve no Congresso quando fez críticas ao processo de privatização da empresa. Segundo o jornal Gazeta do Povo, na ocasião, o presidente dos Correios disse: "Eu não queria falar de privatização, até porque não é problema meu, se privatizarem uma parte dos Correios, eu acredito que vai ser do lado bom, o que tirar daqui vai faltar lá. E quem vai pagar essa conta? Esse alguém será o Estado brasileiro ou o cidadão brasileiro que paga imposto. É um negócio complicado", disse.

O discurso vai na contramão do próprio governo. O presidente Jair Bolsonaro é quem determinou a venda da empresa. O general assumiu a estatal ainda no governo do ex-presidente Michel Temer, quando a empresa estava sob o guarda-chuva do ex-ministro das Comunicações, Gilberto Kassab.

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