(Renato Pizzutto/ Band /Flickr)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 8 de outubro de 2026 às 18h26.
Última atualização em 8 de outubro de 2026 às 18h51.
O escritor Augusto Cury (Avante) confirmou à EXAME que apoiará Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno contra o presidente Lula (PT). Terceiro colocado no primeiro turno, com 3,4 milhões de votos, Cury afirmou que o senador assinou uma carta se comprometendo a incorporar propostas de sua campanha nas áreas de educação, saúde, economia e proteção às mulheres. Durante a campanha, o escritor havia condicionado seu apoio a esclarecimentos sobre suspeitas envolvendo Flávio.
O escritor Augusto Cury (Avante) confirmou à EXAME nesta quinta-feira, 8, que vai declarar apoio ao senador Flávio Bolsonaro no segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal Folha de S. Paulo.
"O Flávio, através de uma conversa muito aberta, direta, olho no olho, assinou um grande compromisso comigo para implantar os mais diversos programas que nós consideramos fundamentais", disse à EXAME.
Escritor ficou na terceira posição nas eleições com 3,4 milhões de votos, 2,89% dos votos válidos.
"O Lula já teve três mandatos e eu sou contra a reeleição, completamente. Além disso, um quarto mandato que ele pede não entregaria tanto o que já entregou. Já deu o que tinha", afirmou.
Segundo Cury, Flávio assumiu o compromisso de incorporar ao seu plano de governo medidas defendidas pela campanha do Avante, como o programa para transformar profundamente a educação, por meio de um currículo repaginado, treinamento e valorização dos professores, para haver neuroinclusão e também para formar pensadores, não repetidores de informação.
"E, além disso, um outro programa é uma transformação profunda na saúde, usando, inclusive, a telemedicina, talvez uma das melhores telemedicinas do país, porque é inadmissível uma criança ou um idoso esperar mais de 50 dias para ter contato ou ter uma consulta com especialista", disse.
Cury negou que a negociação de apoio envolva qualquer garantia de cargo em um eventual governo Flávio Bolsonaro.
O ex-presidenciável disse ainda que Flávio assinou uma carta garantindo que vai dedicar "uma parte significativa do BNDES para transformar a nação brasileira numa das nações mais empreendedoras do planeta, que é meu objetivo".
A sua famosa proposta de utilizar tecnologia para proteção de mulheres, como a criação de um botão de alerta, também foi aceita pelo senador do PL, segundo Cury.
"O Flávio Bolsonaro foi muito solícito e acatou todas as minhas reivindicações, inclusive para promover o cooperativismo, para ter uma economia distribuída no país, inclusive para verticalizar a produção, para que possamos ter uma agroindústria de maneira adequada e não apenas vendermos os nossos grãos in natura", disse.
O escritor disse ainda que o Brasil precisa "renovar a economia" com um Estado mais enxuto e responsável fiscalmente, mas mantendo programas sociais básicos, o que foi garantido pelo senador.
Durante a campanha, o escritor afirmou que Flávio estava "atolado com o banco Master" e só declararia apoio caso ele provasse "não é corrupto".
"Eu não ficaria neutro. Ele teria que provar que não é corrupto e explicar o Dark Horse. [...] Se ele se explicar, todo mundo apoia", afirmou em 10 de setembro.
Sobre Lula, Cury já havia dito que não apoiaria em hipótese nenhuma o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL).
"Não apoiaria nem 0,01%. O modelo do PT tem que ser aposentado", disse durante evento da Genial Investimentos, na Faria Lima, em São Paulo.
Desde o resultado do primeiro turno, o senador recebeu o apoio de partidos como União Brasil, PP, Republicanos, Novo e Podemos, além de manifestações individuais de lideranças políticas.
Entre elas estão o ex-presidente Michel Temer (MDB) e os ex-candidatos à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).
O movimento também envolve partidos com representação expressiva no Congresso Nacional. Como mostrou a EXAME, as legendas que apoiam ou negociam adesão a Flávio elegeram, juntas, 286 deputados federais, o equivalente a 55,8% das cadeiras da nova Câmara.
O senador deve receber nos próximos dias o apoio de parte dos diretórios estaduais do MDB.
O escritor Augusto Cury (Avante) confirmou à EXAME que vai apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais.
Augusto Cury terminou o primeiro turno na terceira posição, com 3,4 milhões de votos, equivalentes a 2,89% dos votos válidos.
Segundo Cury, Flávio Bolsonaro assinou uma carta assumindo o compromisso de incorporar propostas defendidas pelo escritor durante a campanha presidencial. Entre elas estão medidas para educação, saúde, empreendedorismo, cooperativismo e proteção às mulheres.
De acordo com o escritor, Flávio se comprometeu a apoiar mudanças no currículo escolar, valorização dos professores, neuroinclusão, ampliação da telemedicina, investimentos do BNDES no empreendedorismo e uso de tecnologia para proteger mulheres, incluindo um aplicativo com botão de alerta.
Sim. Durante a campanha, Cury afirmou que Flávio Bolsonaro precisaria esclarecer questões relacionadas ao Banco Master e provar que não era corrupto para receber seu apoio. Na declaração à EXAME, o escritor destacou os compromissos programáticos assumidos pelo senador, mas não explicou se considerava atendidas as condições anteriores.
O escritor já havia descartado apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante um evento da Genial Investimentos, em São Paulo, Cury afirmou que não apoiaria Lula em nenhuma hipótese e criticou o modelo de governo do PT.