Flávio Bolsonaro e Ricardo Nunes: prefeito da capital articula apoio de seu partido ao senador do PL no 2º turno (Vittor Sales/Flickr)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 8 de outubro de 2026 às 18h09.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou que a maioria dos diretórios estaduais do partido já manifestou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições 2026. Segundo Nunes, 15 dos 27 diretórios haviam se posicionado até quarta-feira, 7. A articulação envolve o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), mas enfrenta resistência de alas próximas ao presidente Lula (PT).
Parte dos diretórios estaduais do MDB deve declarar apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial nos próximos dias.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta quinta-feira, 8, que 15 dos 27 diretórios estaduais da legenda já haviam manifestado apoio ao candidato até quarta-feira, 7.
Em entrevista à Rádio Eldorado, Nunes disse que espera um anúncio nos próximos dias e defendeu que o partido se posicione na disputa entre Flávio e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcada para 25 de outubro.
"O MDB não pode se furtar de sua responsabilidade. Lógico que é um partido muito grande, tem todas as suas peculiaridades, mas nós temos 27 Estados, portanto 27 diretórios. Até ontem, a gente já tinha 15 diretórios que declararam apoio ao Flávio, então a gente já tem a maioria [para o apoio]", afirmou.
Nunes também criticou a atual gestão federal e afirmou que "ninguém aguenta mais" o governo da forma como está.
O prefeito participou de um almoço com o presidente nacional do MDB, o deputado federal Baleia Rossi, na quarta-feira, 7. O encontro ocorreu em meio às articulações para ampliar a adesão da legenda à candidatura do senador do PL.
Apesar da maioria favorável ao apoio, a posição não é unânime dentro do MDB, que reúne lideranças alinhadas tanto ao governo Lula quanto à oposição.Entre os diretórios que devem ficar de fora da manifestação de apoio estão os de Alagoas, ligados à família Calheiros, e do Pará, sob influência da família Barbalho. Os dois grupos mantêm proximidade política com o presidente Lula.
O número de diretórios favoráveis já passou para 17, e o anúncio conjunto está previsto para terça-feira, 13, em São Paulo. Procurada, a assessoria do partido ainda não se manifestou sobre o apoio ou não a Flávio.
O movimento ocorre após o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmar na quarta-feira, 7, que conversou com Baleia Rossi sobre a possibilidade de apoio do MDB à candidatura de Flávio Bolsonaro.
Durante um evento da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Tarcísio disse que as negociações estavam avançando e demonstrou expectativa de que o partido anunciasse sua adesão.
"Eu espero que a gente possa ter um gesto do MDB. As conversas estão andando muito bem, as adesões estão aumentando. Todo mundo vê que o Brasil precisa de uma alternativa", afirmou o governador.
A articulação também conta com a participação de Nunes e do vice-governador reeleito de São Paulo, Felício Ramuth (MDB), além de lideranças estaduais da legenda.
A principal dificuldade para uma manifestação unificada do MDB é a divisão interna entre os diretórios que defendem apoio a Flávio e os grupos que mantêm alinhamento com Lula.No primeiro turno, o MDB não apoiou oficialmente nenhum candidato à Presidência e liberou seus diretórios para definir alianças conforme os cenários estaduais.
A movimentação do MDB ocorre em meio à tentativa de Flávio Bolsonaro de ampliar sua base de apoio político para enfrentar Lula no segundo turno.
Desde o resultado do primeiro turno, o senador recebeu o apoio de partidos como União Brasil, PP, Republicanos, Novo e Podemos, além de manifestações individuais de lideranças políticas.
Entre elas estão o ex-presidente Michel Temer (MDB) e os ex-candidatos à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).
O movimento também envolve partidos com representação expressiva no Congresso Nacional. Como mostrou a EXAME, as legendas que apoiam ou negociam adesão a Flávio elegeram, juntas, 286 deputados federais, o equivalente a 55,8% das cadeiras da nova Câmara.
Parte dos diretórios estaduais deve anunciar apoio a Flávio Bolsonaro. Ricardo Nunes afirmou que 15 dos 27 diretórios já haviam se posicionado até quarta-feira, 7. Informações posteriores apontam 17 diretórios favoráveis.
O anúncio dos diretórios favoráveis está previsto para terça-feira, 13 de outubro, em São Paulo.
Entre os diretórios que devem ficar de fora estão Alagoas, ligado à família Calheiros, e Pará, sob influência da família Barbalho. Os dois grupos mantêm proximidade política com Lula.
O governador de São Paulo participa das articulações para ampliar os apoios a Flávio Bolsonaro. Na quarta-feira, 7, afirmou que conversou com Baleia Rossi e que as negociações com o MDB estavam avançando.
O segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será realizado em 25 de outubro de 2026.