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Cunha se diz absolutamente indiferente a protesto contra ele

O presidente da Câmara tem enfrentado protestos de militantes dos direitos LGBT


	Eduardo Cunha: "são 20 ou 30 pessoas de um grupo específico que vem só para agredir, isso não tem que causar nenhuma preocupação", disse
 (Ueslei Marcelino/Reuters)

Eduardo Cunha: "são 20 ou 30 pessoas de um grupo específico que vem só para agredir, isso não tem que causar nenhuma preocupação", disse (Ueslei Marcelino/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 30 de março de 2015 às 14h36.

Porto Alegre - O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), afirmou na manhã desta segunda-feira, 30, que é "absolutamente indiferente" aos protestos que vem sendo realizados contra ele em atos públicos.

Hoje, na abertura de um fórum sobre a reforma política, no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, ele recebeu vaias e gritos de um grupo de militantes defensor dos direitos LGBT.

Por causa do barulho, o encontro foi transferido para o plenário da Casa para um público restrito.

Na última sexta-feira, um protesto semelhante ocorreu quando Cunha participava de evento na Assembleia Legislativa de São Paulo.

"Não estou nem um pouco preocupado", disse a jornalistas.

"São 20 ou 30 pessoas de um grupo específico que vem só para agredir, isso não tem que causar nenhuma preocupação. Isso não faz parte da democracia, isso é intolerância."

Segundo ele, é bom que a sociedade conheça quem são os "intolerantes".

O peemedebista afirmou que sempre está aberto ao diálogo e que não é nem contra nem a favor dos direitos LGBT, mas que nesta ocasião estava em Porto Alegre para debater reforma política, e não "costumes".

Cunha disse que não pensa mudar sua agenda por causa dos protestos recentes e sugeriu que, no caso de hoje, os manifestantes faziam parte de um grupo "previamente determinado a esse tipo de agressão" e com motivação política - entre os ativistas, havia integrantes da juventude de partidos como PSOL e PSTU.

"A gente vê claramente quem é."

Cunha também afirmou que existem temas no Congresso Nacional que estão prontos para serem votados ou não, e que a defesa dos direitos LGBT não está na pauta.

"Isso (os protestos) é um movimento de pressão de um determinado grupo para uma pauta que não existe. Não tem uma pauta (LGBT) na Câmara para ser votada com relação a esse assunto", revelou.

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