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Cotada para governo de Minas, Marília apresentará a Lula preferência pelo Senado

Ex-prefeita de Contagem defende uma frente ampla entre PT, MDB, PSB e PDT para 2026 e afirma que candidatura própria ao Palácio Tiradentes seria um "equívoco estratégico"

Marília Campos: ex-prefeita é cotada para disputar o governo do estado, mas reforçou a preferência por disputar o Senado (Redes Sociais/Divulgação)

Marília Campos: ex-prefeita é cotada para disputar o governo do estado, mas reforçou a preferência por disputar o Senado (Redes Sociais/Divulgação)

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 27 de junho de 2026 às 18h27.

A ex-prefeita de Contagem e pré-candidata ao Senado por Minas Gerais, Marília Campos (PT), afirmou neste sábado, 27, que pretende se reunir "em breve" com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para defender sua preferência por disputar uma vaga no Senado em 2026.

Cotada pelo PT para concorrer ao governo de Minas Gerais, ela voltou a defender uma frente ampla para a eleição estadual.

A declaração foi feita após um encontro regional de lideranças políticas em Montes Claros, que reuniu também os pré-candidatos ao governo mineiro Gabriel Azevedo (MDB) e Jarbas Soares Júnior (PSB).

Segundo Marília, o objetivo da conversa com Lula será aprofundar a estratégia eleitoral do partido para as eleições de 2026.

A petista afirmou que recebeu o aval das direções estadual e nacional do PT para disputar o Senado, mas pretende apresentar ao presidente sua avaliação sobre a melhor estratégia para o partido em Minas Gerais.

"O norte não é o confronto, mas a gente juntar esforços", afirmou, ao defender uma composição entre PT, MDB, PSB e, eventualmente, PDT.

Para Marília, a construção de uma candidatura única da base aliada oferece mais chances de enfrentar a disputa pelo governo do estado. Ela lembrou que essa estratégia já vinha sendo discutida quando o senador Rodrigo Pacheco era apontado como possível candidato ao Executivo mineiro.

A ex-prefeita também negou ter mudado de posição após rumores de que poderia aceitar disputar o Palácio Tiradentes. Segundo ela, divulgar uma nota pública nesta semana foi necessário para esclarecer "inverdades" sobre sua intenção eleitoral.

"Não estamos aqui disputando apenas nomes, estamos disputando uma estratégia unificada", afirmou. Segundo Marília, a prioridade é construir um palanque competitivo para o presidente Lula em Minas Gerais, além de fortalecer as bancadas de deputados federais e estaduais.

Aliados reforçam apoio à candidatura de Marília ao Senado

Durante o encontro, Azevedo e Jarbas manifestaram apoio à estratégia defendida pela petista e elogiaram seu nome para disputar uma das vagas ao Senado em 2026.

Jarbas afirmou que votaria em Marília "independentemente do que acontecer" e destacou sua capacidade de diálogo. Já Gabriel Azevedo elogiou a gestão da ex-prefeita em Contagem e defendeu a construção de uma frente política ampla para disputar o governo de Minas.

Ao justificar sua preferência pelo Senado, Marília afirmou que acredita poder contribuir mais com a pauta municipalista e destacou que pesquisas realizadas até o momento apontam maior viabilidade eleitoral para sua candidatura à Casa Alta do Congresso Nacional.

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