Copasa: Companhia de Saneamento de Minas Gerais foi informada sobre intenção do acionista controlador em vender 1.437.126 ações ordinárias (Foto/Wikimedia Commons)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 23 de fevereiro de 2026 às 09h45.
Última atualização em 23 de fevereiro de 2026 às 10h10.
A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) realiza nesta segunda-feira, 23, uma assembleia de acionistas para debater a modelagem de privatização da empresa em meio a mudanças no Conselho de Administração.
A assembleia deve validar a proposta apresentada pelo governo Romeu Zema (Novo) no fim de janeiro. Entre os principais pontos está a venda parcial ou total da participação estadual na companhia, que hoje é de 50,03%.
O modelo permite que Minas mantenha uma fatia residual de até 5%, mas isso só acontecerá caso um investidor estratégico assuma uma posição de referência na companhia.
A modelagem será semelhante à adotada na desestatização da Sabesp, com uma estrutura de corporation, ou seja, sem um controlador definido, mas com a possibilidade de entrada de um investidor estratégico com papel relevante na gestão.
A aprovação é mais uma etapa para o avanço da privatização da Copasa. A expectativa do governo mineiro é finalizar o processo até o fim de março e levantar mais de R$ 10 bilhões.
A assembleia ocorre em meio à saída de Hamilton Amadeo na presidência do Conselho de Administração da Companhia.
O executivo entregou uma carta de renúncia após uma reportagem do UOL revelar uma delação premiada em que confessou o pagamento de propina a políticos quando foi CEO da Aegea, empresa privada do setor de saneamento.
Segundo apurou a EXAME, a saída pegou membros do governo Zema de surpresa, que correm para que o acontecimento não atrapalhe o processo de privatização.
Pessoas envolvidas nas discussões afirmaram que o favorito para assumir o posto é o ex-secretário de Fazenda do governo de Minas, Gustavo Barbosa. A nomeação, porém, ainda não foi oficializada.
Na última sexta-feira, 20, a Companhia divulgou que cincos bancos foram escolhidos como coordenadores globais de potenciais ofertas para a compra de ações.
Foram escolhidos o Itaú, o BTG Pactual, o Bank of America, o Citigroup e o UBS BB. O BTG será o coordenador líder do processo.