Uber e 99: prazo de pagamento e juros ainda serão definidos (Germano Lüders/Exame)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 19 de maio de 2026 às 15h00.
Última atualização em 19 de maio de 2026 às 16h18.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou nesta terça-feira, 19, o programa Move Brasil Taxi e Aplicativos, iniciativa do governo federal voltada ao financiamento, com taxa de juros subsidiada, da troca de veículos por motoristas de aplicativo e taxistas.
A medida promete o financiamento de veículos de até R$ 150 mil de montadoras habilitadas no Programa Mover (Volks, Fiat, Renault, GM, Honda, Hyundai, Nissan, Peugeot, Toyota, BMW, BYD e GWM).
Em um primeiro momento, o motorista deve se cadastrar no site do programa. Ele receberá um retorno em cinco dias úteis se for habilitado.
A partir do dia 19 de junho, os contemplados pela medida receberão uma notificação para comparecerem em concessionárias ou contatarem os bancos participantes do programa.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que a taxa de juros de financiamento para homens será de 12,6% ao ano, cerca de 1,05% ao mês. Para mulheres, será de 11,6%, 0,96% ao mês.
O prazo de pagamento será de até 72 meses.
Segundo o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, o pagamento da primeira parcela terá carência de seis meses, com o início do pagamento somente em 2027.
As condições serão validadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) nos próximos dias.
Segundo o governo, para ampliar a possibilidade de a categoria obter crédito na rede bancária, a MP incluiu taxistas e motoristas de aplicativo como categorias elegíveis a usar o FGI-PEAC (Programa Emergencial de Acesso a Crédito do Fundo Garantidor para Investimentos).
O FGI-PEAC é um programa do BNDES que permite cobertura de até 80% do risco de crédito das operações nesse tipo de transação.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tinha em 2024 cerca de 1,7 milhão de trabalhadores de aplicativos, dos quais aproximadamente 1,1 milhão atuavam como motoristas em plataformas como Uber e 99.
O programa é dividido em 3 etapas:
O programa vale para carros de até R$ 150 mil.
O programa propõe a renovação de frota; com isso, a linha de financiamento irá operar apenas para veículos novos.
O veículo precisa ser de montadora habilitada no programa Mover (Volks, Fiat, Renault, GM, Honda, Hyundai, Nissan, Peugeot, Toyota, BMW, BYD e GWM), custar até R$ 150 mil e ser enquadrado como sustentável (flex, elétricos e híbridos a etanol).
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que a taxa de juros de financiamento para homens será de 12,6% ao ano, cerca de 1,05% ao mês. Para mulheres, será de 11,6%, 0,96% ao mês.
As condições serão validadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) nos próximos dias.
Segundo Mercadante, o prazo de pagamento ofertado será de até 72 meses.
Segundo o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, o pagamento da primeira parcela terá carência de seis meses, com o início do pagamento somente em 2027.
A análise de crédito será feita diretamente pelas instituições financeiras, depois que a pessoa requisitar o financiamento.
O cadastro deve ser feito com sua conta no gov.br por meio do site: gov.br/movebrasil.
Em até 5 dias úteis após o cadastro na plataforma, o motorista receberá, via caixa postal do gov.br e via mensagem de WhatsApp, resposta sobre a análise de elegibilidade, ou seja, se ele pode ou não fazer parte do programa.
Sim, o acesso à plataforma de cadastro será feito por meio do gov.br.
É preciso autorizar o tratamento de dados; todas as informações necessárias para análise da participação no programa já estarão cumpridas.
Os motoristas de táxi poderão comprovar por meio da Receita Federal a atividade. Os motoristas de táxi devem autorizar que o órgão envie às instituições financeiras a confirmação do registro como taxista e autorize a instituição financeira a praticar as condições de financiamento do programa.
O governo afirma que o motorista que tiver mais de 100 corridas e não for aceito deve entrar em contato com a plataforma solicitando seu relatório de corridas e, se verificado erro, deve pedir que a plataforma reenvie a informação corrigida ao governo.
Não, as 100 corridas precisam ser pelo mesmo aplicativo.
Além disso, não é possível “migrar”, apenas se o financiamento for solicitado pela conta que está ativa nos últimos 12 meses e contabiliza pelo menos 100 corridas no período.
Para ter seu cadastro como taxista aprovado, é necessário ter realizado a solicitação de isenção de Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) nos últimos dois anos.
O pedido de isenção pode ser feito em https://www.gov.br/pt-br/servicos/obter-isencao-de-impostos-para-comprar-carro. Após aprovado seu pedido, refaça seu cadastro no Move Brasil Táxi e Aplicativos.
O governo divulgará nos próximos dias a lista de instituições financeiras credenciadas. Os bancos só estarão aptos a receber os pedidos de financiamento a partir de 19 de junho.
De acordo com a União, as instituições financeiras parceiras do programa serão automaticamente informadas sobre a aprovação do seu cadastro feito pela plataforma do programa. Por isso, não há necessidade de documentos que comprovem o cumprimento de regras do programa.
Mas atenção: cada instituição financeira pode exigir os documentos que julgar necessários para fins de contratação de financiamento.
Segundo o governo, é prerrogativa da instituição bancária fazer a análise de crédito e decidir pela liberação ou não do financiamento.
Recomendamos entrar em contato com a plataforma e pedir para que seja feita sua adesão ao programa.
Segundo o governo, para ampliar a possibilidade de a categoria obter crédito na rede bancária, a MP incluiu taxistas e motoristas de aplicativo como categorias elegíveis a usar o FGI-PEAC (Programa Emergencial de Acesso a Crédito do Fundo Garantidor para Investimentos).
Trata-se de um programa do BNDES que permite cobertura de até 80% do risco de crédito das operações nesse tipo de transação.
Os R$ 30 bilhões de recursos serão repassados pelo Ministério da Fazenda ao BNDES, que operacionalizará o programa com apoio das instituições financeiras autorizadas por ele a operar as linhas de crédito.