Uber e 99: medida mira atrair um eleitorado que é distante do governo petista (Germano Lüders/Exame)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 19 de maio de 2026 às 14h36.
Última atualização em 19 de maio de 2026 às 16h19.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou nesta terça-feira, 19, o programa Move Brasil Taxi e Aplicativos, iniciativa do governo federal voltada ao financiamento, com taxa de juros subsidiada, de veículos por motoristas de aplicativo e taxistas.
O projeto foi anunciado em São Paulo, na Casa de Portugal, na região central da capital. O evento contou com a participação de autoridades, motoristas e da militância ligada à central sindical.
Será permitido o financiamento de veículos de até R$ 150 mil de montadoras habilitadas no Programa Mover (Volks, Fiat, Renault, GM, Honda, Hyundai, Nissan, Peugeot, Toyota, BMW, BYD e GWM).
A medida deve prever a destinação de até R$ 30 bilhões em recursos públicos federais para operações de crédito e será formalizada por meio de uma Medida Provisória (MP) e de um decreto presidencial.
Segundo o governo, para ampliar a possibilidade de a categoria obter crédito na rede bancária, a MP incluiu taxistas e motoristas de aplicativo como categorias elegíveis a usar o FGI-PEAC (Programa Emergencial de Acesso a Crédito do Fundo Garantidor para Investimentos).
Em um primeiro momento, o motorista interessado deve se cadastrar no site do programa. A partir do dia 19 de junho, os contemplados pela medida receberão uma notificação para comparecerem em concessionárias ou contatarem os bancos participantes do programa.
As montadoras participantes do programa serão obrigadas a oferecer o veículo com desconto mínimo de 5% ao valor da tabela.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que a taxa de juros de financiamento para homens será de 12,6% ao ano, cerca de 1,05% ao mês. Para mulheres, será de 11,6%, 0,96% ao mês.
O prazo de pagamento será de até 72 meses.
Segundo o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, o pagamento da primeira parcela terá carência de seis meses, com o início de pagamento somente em 2027.
As condições serão validadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) nos próximos dias.
O programa é visto como um trunfo eleitoral de Lula em busca do voto de uma categoria que é considerada politicamente mais próxima da direita.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tinha em 2024 cerca de 1,7 milhão de trabalhadores de aplicativos, dos quais aproximadamente 1,1 milhão atuavam como motoristas em plataformas como Uber e 99.
A caminho do evento, a reportagem ouviu da motorista que aceitou a corrida que o programa é aguardado com ansiedade pela categoria, mas existem receios sobre a liberação da medida para pessoas que fazem corridas de forma ocasional, além da definição da taxa de juros e do prazo de pagamento.
O programa é dividido em 3 etapas:
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que a taxa de juros de financiamento para homens será de 12,6% ao ano, cerca de 1,05% ao mês. Para mulheres, será de 11,6%, 0,96% ao mês.
O prazo de pagamento será de até 72 meses.
As condições serão validadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) nos próximos dias.
Segundo o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, o pagamento da primeira parcela terá carência de seis meses, com o início de pagamento somente em 2027.
O programa propõe a renovação de frota; com isso, a linha de financiamento irá operar apenas para veículos novos.
Segundo o governo, para ampliar a possibilidade de a categoria obter crédito na rede bancária, a MP incluiu taxistas e motoristas de aplicativo como categorias elegíveis a usar o FGI-PEAC (Programa Emergencial de Acesso a Crédito do Fundo Garantidor para Investimentos).
Trata-se de um programa do BNDES que permite cobertura de até 80% do risco de crédito das operações nesse tipo de transação.
Os R$ 30 bilhões de recursos serão repassados pelo Ministério da Fazenda ao BNDES, que operacionalizará o programa com apoio das instituições financeiras autorizadas por ele a operar as linhas de crédito.