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Comissão do Senado aprova Plano Nacional de Educação com metas até 2035

Texto ainda deve ser analisado pelo plenário ainda hoje, apesar de não constar na pauta inicial da Casa

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 25 de março de 2026 às 14h35.

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A Comissão de Educação do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira, o novo Plano Nacional de Educação (PNE), que define metas para o ensino brasileiro entre 2025 e 2035. A proposta ainda deve ser analisada pelo plenário no mesmo dia, apesar de não constar na pauta inicial da Casa.

O PNE, principal instrumento de planejamento educacional do país, orienta políticas públicas da União, estados e municípios, abrangendo da educação infantil ao ensino superior. O texto estabelece diretrizes relacionadas à ampliação do acesso, à melhoria da qualidade e à redução de desigualdades regionais.

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Relatado pela senadora Teresa Leitão (PT-PE), o projeto foi aprovado sem alterações de mérito em relação à versão validada pela Câmara dos Deputados. Foram realizados apenas ajustes de redação, em uma estratégia para acelerar a tramitação e evitar novo envio à Câmara.

O parecer da relatora indica que a proposta já havia alcançado consenso entre os deputados e que a reabertura do mérito poderia atrasar a implementação do plano. Segundo a senadora, o país opera atualmente sem um PNE vigente, o que impacta a coordenação de políticas públicas educacionais e pressiona o Congresso a concluir a votação.

O plano estabelece 19 objetivos para os próximos dez anos e prevê avanços em áreas como alfabetização, acesso à creche e conectividade escolar. A proposta projeta investimentos equivalentes a 11% do Produto Interno Bruto (PIB), sendo 7,5% de recursos públicos e 3,5% da iniciativa privada.

Entre as metas, está a universalização da pré-escola para crianças de 4 e 5 anos até 2026, além da ampliação do atendimento em creches para 60% da demanda no mesmo período, atualmente próxima de 40%. O texto também define que todas as crianças devem estar alfabetizadas até o segundo ano do ensino fundamental e que 95% concluam essa etapa na idade prevista.

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Infraestrutura, Tecnologia E Monitoramento Entram No Centro Do Plano

O novo PNE amplia o foco em infraestrutura e tecnologia nas escolas. A meta prevê acesso à internet com wi-fi em metade das unidades nos primeiros anos de vigência, com universalização até o final do período. Para isso, o projeto institui um programa nacional de infraestrutura escolar, financiado com receitas do petróleo e voltado à melhoria das condições físicas, como acessibilidade e conforto térmico.

Outro eixo do plano trata da valorização dos professores, com diretrizes para formação continuada, estruturação de planos de carreira e equiparação salarial com outras profissões de nível equivalente. O texto também define metas de inclusão, com expansão do atendimento educacional especializado e políticas direcionadas a populações indígenas, quilombolas e do campo.

O projeto cria mecanismos de monitoramento contínuo, com revisões a cada dois anos e exigência de planos operacionais locais com metas intermediárias. A medida busca evitar a repetição do desempenho do plano anterior, vigente entre 2014 e 2024, que registrou baixa execução.

Levantamento da Consultoria Legislativa da Câmara aponta que 61% das metas do ciclo anterior não foram cumpridas, com impacto em áreas como alfabetização, acesso a creches e valorização docente.

*Com informações da Agência O Globo.

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