Comércio e serviços puxam geração de empregos no Brasil

Economista da Tendências Consultoria diz que é uma falácia a ideia de que os salários das indústrias são maiores do que os do setor de serviços

São Paulo - O comércio e o setor de serviços lideram a geração de postos de trabalho neste ano e vão contribuir de forma decisiva para o cumprimento da meta do governo de criar 2,5 milhões de vagas formais.

 

A avaliação é do economista da Tendências Consultoria Bernardo Wjuniski, que participou nesta sexta-feira (19) do programa “Momento da Economia”, na Rádio EXAME (clique na imagem ao lado para ouvir a entrevista).

Segundo o Ministério do Trabalho, o saldo acumulado no ano é de 2,4 milhões de empregos com carteira assinada. Embora a tendência seja de que os dois últimos meses tenham resultado mais fraco, a meta deverá ser alcançada.

“A economia tem uma dinâmica característica de contratações até outubro e de utilização dessa mão de obra no fim de ano, mas não teremos resultado negativo em novembro e dezembro. A partir de janeiro, a expectativa é de retomada mais veloz da geração de vagas”, diz Wjuniski.

Fonte: Caged
Meses/2010 Vagas formais
Janeiro 181.419
Fevereiro 209.425
Março 266.415
Abril 305.068
Maio 298.041
Junho 212.952
Julho 181.796
Agosto 299.415
Setembro 246.875
Outubro 204.804
Acumulado 2.406.210

O economista explica que parte desses empregos era informal e foi regularizada graças ao crescimento da economia. A indústria demonstra recuperação, mas em ritmo menor que o registrado no setor de serviços. “A concorrência dos importados, a queda da demanda mundial e os ganhos de produtividade das empresas explicam a abertura menor de vagas no setor produtivo.”

Na entrevista, Bernardo Wjuniski faz uma comparação entre os empregos gerados na indústria e os oferecidos pelo setor de serviços, derrubando alguns mitos. “A tendência é que os salários subam à medida em que o setor de serviços cresça. É uma falácia que a diferença salarial é grande entre indústria e serviços.”

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