Com covid-19, Bolsonaro volta a defender cloroquina preventiva

Diversos estudos apontam que a cloroquina, ao contrário do que o inicialmente previsto, não é capaz de melhorar quadros da covid-19

O presidente brasileiro Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (7), em coletiva de imprensa, que está infectado com o novo coronavírus. Defensor da cloroquina, medicamento para doenças como malária, artrite reumatíde e lupus, Bolsonaro havia dito na noite passada à emissora de televisão CNN que estava se tratando com o remédio.

Nesta tarde, Bolsonaro afirmou que "a cloroquina é a cura imediata" à doença e que não ficará isolado, contrariando recomendações médicas e da Organização Mundial da Saúde. "Ontem às 17 horas tomei o primeiro comprimido de cloroquina. Confesso que depois da meia noite eu consegui sentir melhora. Às 5 da manhã tomei a segunda dose da cloroquina e confesso a vocês, estou perfeitamente bem", disse ele.

Essa não é a primeira vez que o presidente brasileiro defendeu o uso da medicação, mesmo ela não tendo eficácia comprovada cientificamente, e estar ligada a mais mortes em alguns estudos. Pesquisas apontam que a cloroquina, diferentemente do que o inicialmente se pensava, não é capaz de melhorar quadros da covid-19. Publicada em maio deste ano no respeitado periódico científico New England Journal of Medicine, outra importante pesquisa sobre o medicamento foi feita com 1.376 pessoas e apontou que os pacientes que tomaram o remédio tiveram mais chances de ter insuficiências respiratórias do que aqueles que não a tomaram. Não o contrário.

Outro estudo francês publicado nesta terça, realizado com quase 55.000 pacientes, "não sugere que o uso de antimaláricos sintéticos (APS) a longo prazo tenha um papel preventivo quanto ao risco de hospitalização, intubação ou morte relacionada com a covid-19".

Mais cedo neste ano, o presidente americano Donald Trump disse que tomava a medicação diariamente de forma preventiva. A cloroquina não é recomendada pela Food and Drug Administration (FDA), espécie de Anvisa dos EUA, e tampouco pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 3,90/mês
  • R$ 9,90 após o terceiro mês.

  • Acesse quando e onde quiser.

  • Acesso ilimitado ao EXAME Invest, macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo e tecnologia.
Assine

exame digital anual

R$ 99,00/ano
  • R$ 99,00 à vista ou em até 12 vezes. (R$ 8,25 ao mês)

  • Acesse quando e onde quiser.

  • Acesso ilimitado ao EXAME Invest, macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo e tecnologia.
Assine

Já é assinante? Entre aqui.