Senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG). (Jefferson Rudy/Agência Senado/Flickr)
Repórter especial em Brasília
Publicado em 1 de setembro de 2026 às 13h08.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), apresentou na noite desta segunda-feira, 31, a indicação do nome de seu antecessor e aliado, o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), para a vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) aberta com a renúncia de Bruno Dantas.
O projeto de decreto legislativo que indica Pacheco para a vaga é assinado por 20 senadores, inclusive Alcolumbre, e reúne desde o líder do governo Lula no Senado, Randolfe Rodrigues (PT-AP), e do PT na Casa, Teresa Leitão (PE), até os líderes da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), e do PL, Carlos Portinho (RJ).
A expectativa é que o nome de Pacheco avance no Senado ainda nesta semana de esforço concentrado, a última de deliberações presenciais antes das eleições de outubro. Pelo trâmite, o indicado precisaria passar por sabatina e análise de requisitos na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) no Senado, mas foi apresentado um requerimento de urgência pela senadora Dorinha (União-GO), líder do União Brasil, com a assinatura de 17 senadores, inclusive do próprio Alcolumbre.
Se aprovada pelo Senado, a indicação precisa receber o aval, também, da Câmara dos Deputados.
Pacheco era o nome favorito de Alcolumbre para ocupar a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) aberta no ano passado com o anúncio da aposentadoria antecipada do então ministro Luís Roberto Barroso, mas não teve sua pretensão atendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias. O fato irritou Alcolumbre, que trabalhou pela rejeição do nome de Messias no plenário da Casa, em maio, o que desencadeou uma crise na relação entre o presidente da República e o chefe do Senado que só foi dirimida em agosto.
O ex-presidente do Senado era a principal aposta de Lula para uma candidatura ao governo de Minas Gerais. O senador chegou a trocar de partido, do PSD de Gilberto Kassab para o PSB do vice-presidente Geraldo Alckmin, em abril deste ano, mas decidiu não disputar nenhum cargo eletivo em seguida.
Bruno Dantas, que também já teve pretensões de ser ministro do STF no passado, decidiu renunciar do cargo de ministro do TCU, que ocupa desde 2014, para atuar como advogado na iniciativa privada. Dantas foi servidor de carreira do Senado e foi indicado pela Casa ao TCU. Ele chegou a ocupar a presidência do Tribunal entre 2022 e 2024.