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CNA entra na justiça com Adin contra tabela de fretes

Entidade divulgou estudo mostrando que tabelamento elevou valor dos fretes para grãos entre 35% e 150% em relação aos praticados até então pelo mercado

Caminhoneiros: tabela de frete foi uma das medidas tomadas pelo governo para acabar com a paralisação da categoria (Ueslei Marcelino/Reuters)

Caminhoneiros: tabela de frete foi uma das medidas tomadas pelo governo para acabar com a paralisação da categoria (Ueslei Marcelino/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 12 de junho de 2018 às 18h21.

Última atualização em 13 de junho de 2018 às 19h48.

Ribeirão Preto - A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) entra nesta terça-feira, 12, no Supremo Tribunal Federal (STF) com Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra a tabela de preços mínimos do frete. Os detalhes da ação serão informados ainda hoje pela entidade.

Na semana passada, a CNA divulgou estudo mostrando que o tabelamento, adotado no último dia 30, elevou o valor dos fretes para grãos entre 35% e 150% em relação aos praticados até então pelo mercado. O levantamento levou em conta caminhão com capacidade para 38 toneladas, partindo de quatro regiões produtoras de soja e milho para embarque nos portos de Santos (SP) e Porto Velho (RO).

Segundo disse na ocasião Elisangela Pereira Lopes, assessora técnica da Comissão Nacional de Logística e Infraestrutura da CNA, os custos com o frete sobem entre 35% e 50% se o caminhão que levou o produto ao porto voltará carregado com outro produto, nesse caso um insumo. A variação no frete é de 115% a 150% sem o chamado frete de retorno, ou seja, com o veículo voltando vazio.

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