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Cleitinho desiste de disputar o governo de Minas Gerais

Em vídeo publicado pelo partido, o parlamentar explicou, emocionado, que enfrenta um período delicado na vida pessoal por conta da morte recente de seu irmão

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Período do expediente. 

Senador Cleitinho (Republicanos-MG) em discurso à tribuna.

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado (Jefferson Rudy/Agência Senado/Flickr)

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Período do expediente. Senador Cleitinho (Republicanos-MG) em discurso à tribuna. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado (Jefferson Rudy/Agência Senado/Flickr)

Naty Falla
Naty Falla

Repórter

Publicado em 3 de agosto de 2026 às 15h53.

Última atualização em 3 de agosto de 2026 às 16h53.

O senador Cleitinho (Republicanos-MG) anunciou, nesta segunda-feira, 3, que não vai concorrer ao governo de Minas Gerais nas eleições de outubro.

A decisão foi confirmada nas redes sociais do Republicanos após reunião em Brasília com a cúpula da legenda, incluindo o presidente nacional do partido, deputado federal Marcos Pereira, e lideranças estaduais.

De acordo com o partido, a desistência aconteceu de forma voluntária. "Demos toda a oportunidade para que ele pudesse ser candidato, mas ele tem uma decisão pessoal", afirmou Marcos Pereira, destacando que Cleitinho tomou a medida "espontaneamente".

O parlamentar explicou, emocionado, que enfrenta um período delicado na vida pessoal. Em 18 de julho, seu irmão, Matheus Augusto Azevedo, morreu em decorrência de uma leucemia.

"Não adianta eu entrar na campanha agora do jeito que eu estou. Não adianta eu querer cuidar de vocês se eu não estou cuidando de mim, não cuidando da minha família. Eu tenho que ser honesto com vocês, eu tenho que falar a verdade", afirmou o senador.

Cleitinho também pediu desculpas aos apoiadores e eleitores pelo recuo. "Eu fiz questão de fazer esse vídeo aqui [...] com o coração aberto para falar que, nesse momento agora, pelas circunstâncias da minha vida, não tem como eu entrar na campanha agora sem cuidar de mim primeiro e cuidar da minha família. Peço perdão por não estar bem agora".

Quem é Cleitinho?

Natural de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais, Cleiton Gontijo de Azevedo trabalhou no comércio da família antes de tentar carreira como cantor. Entrou na política em 2016, quando foi eleito vereador de sua cidade com a terceira maior votação do município.

Dois anos depois, conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa de Minas Gerais com 115 mil votos, a quarta maior votação do estado naquela eleição.

Durante o mandato, ganhou visibilidade ao anunciar a devolução de R$ 3 milhões em recursos do gabinete aos cofres públicos e reforçar o discurso de combate aos privilégios da classe política, apresentando-se como um "fiscal do povo".

Em 2022, foi eleito senador para um mandato de oito anos com mais de 4,5 milhões de votos.

Sua ascensão política foi impulsionada por um discurso de combate aos privilégios, fiscalização dos gastos públicos e críticas à classe política. Vídeos em que aparece fiscalizando serviços públicos, confrontando agentes públicos ou criticando decisões de autoridades ajudaram a ampliar sua popularidade nas redes sociais.

Embora seja identificado com a direita e tenha recebido apoio de eleitores bolsonaristas, Cleitinho também defende pautas que fogem da agenda tradicional do campo conservador, como o fim da escala 6x1 e a manutenção de programas sociais. Ao mesmo tempo, faz críticas ao Judiciário e se posiciona como opositor do governo federal.

Entre os projetos apresentados no Senado estão propostas para proibir a cobrança por serviços de energia elétrica não prestados, extinguir a taxa de licenciamento anual de veículos e impedir a apreensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em razão de dívidas civis.

Mesmo com a carreira política, em 2020, lançou o álbum no Spotify chamado "As Melhores do Cleitinho". Com faixas como Bombril, Agarradinho e Opala do Cleitinho, o senador, mesmo ocupando o cargo, se apresenta em festas.

Em 2022, gravou seus próprios jingles de campanha e disse que era "tão bom cantor que eu virou politico".

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