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Ciclone deve provocar chuva e ventos fortes no Sudeste e Sul; saiba mais

O Inmet emitiu avisos de grande perigo para diferentes regiões do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e litoral paulista

Chuva em São Paulo: ciclone deve provocar chuva e ventos fortes no Sudeste e Sul; saiba mais (Nikada/Getty Images)

Chuva em São Paulo: ciclone deve provocar chuva e ventos fortes no Sudeste e Sul; saiba mais (Nikada/Getty Images)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 10 de agosto de 2022 às 06h25.

Última atualização em 10 de agosto de 2022 às 08h49.

Um ciclone extratropical, que se formou na costa brasileira entre a noite desta terça-feira, 9, e a madrugada de quarta, 10, provocou quedas nas temperaturas, chuvas fortes e rajadas de ventos de até 100 km/h nos Estados do Sul e do Sudeste do País.

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Por conta da mudança nas condições do tempo, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu avisos de grande perigo para diferentes regiões do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e também para as cidades do litoral paulista.

A previsão é que o ciclone se forme na costa paranaense e catarinense e de São Paulo e provoque rajadas de vento e chuvas nos três Estados ao longo da quarta-feira, sobretudo em cidades litorâneas. Minas Gerais e o Rio de Janeiro também deverão receber pancadas de chuva durante o dia, mas estão fora do radar de alerta do Inmet.

Em função da formação do ciclone, o Inmet divulgou alertas de perigo por conta de chuvas fortes e ventos costeiros de alta intensidade.

Ciclone extratropical

O que é?

O ciclone extratropical é resultado de uma confluência de ventos em direção a um centro de baixa pressão atmosférica, que está associado às chuvas e à instabilidade - a pressão atmosférica é um dos fatores que determinam as condições do tempo.

O fenômeno é comum no Brasil e tende a se deslocar pela costa gerando chuvas, ventos, altas ondas e ressaca. A sua formação, diferente dos ciclones tropicais (que são os furacões), acontece mais afastada dos trópicos - por isso o nome "extratropical".

Na retaguarda do ciclone há um centro de alta pressão atmosférica que, por sua vez, está relacionado ao tempo estável. Ana Ávila, pesquisadora do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Universidade de Campinas (Unicamp) explica que quando há um desequilíbrio entre pontos de menor e maior pressão atmosférica ocorrem as rajadas de vento.

"Se há um ponto com menor pressão atmosférica e outro com maior pressão atmosférica, o vento tende a equalizar essa diferença. Então, esse ciclone extratropical vai gerar ventos fortes, de até 100 km/h, por conta desta situação", diz a pesquisadora.

Previsão para a semana

A circulação dos ventos prévios da formação do ciclone já provocou, nesta terça, queda na temperatura e chuvas nos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, após um longo período de seca na região.

Quem mora na capital paulista também já pôde perceber os efeitos da instabilidade com a queda nas temperaturas com nuvens mais carregadas no céu.

À medida que o ciclone se afasta, as chuvas e os ventos perdem intensidade e dão lugar ao frio, que deve ser sentido a partir de quinta-feira, 11. "O declínio acentuado das temperaturas vem por conta de uma massa de ar de origem polar que vai acompanhar o ciclone e que vai invadir toda a região centro-sul do País", explica Ana.

No Sul, a previsão do Inmet indica pequena chance de ocorrência de neve na serra de Santa Catarina e formação de geadas entre quinta e sexta-feira, 12, na serra gaúcha e nos planaltos catarinense e do Paraná. No sul do Mato Grosso e no nordeste de São Paulo, segundo o instituto, também há possibilidade remota de geada.

Chuva e vento forte

O alerta de chuvas volumosas foi direcionado para: Vale do Itajaí, Grande Florianópolis, região metropolitana de Curitiba, norte e sul de Santa Catarina, região Metropolitana de Porto Alegre, Serrana, e nordeste Rio-grandense. A previsão para essas regiões é de chuva superior a 60 mm/h ou maior que 100 mm/dia, com ventos superiores a 100 km/h.

Em relação aos ventos costeiros, o alerta se destina para as regiões metropolitana de Curitiba, no Paraná; litoral sul de São Paulo e também para Grande Florianópolis, norte e sul catarinenses, região metropolitana de Porto Alegre, Vale do Itajaí, Serrana, e nordeste Rio-grandense.

Por conta das condições do tempo, o instituto informa que há grandes riscos de "danos em edificações, corte de energia elétrica, de queda de árvores, descargas elétricas, alagamentos, enxurradas e grandes transtornos no transporte rodoviário."

As recomendações frente a essas condições são: desligar aparelhos elétricos e quadro geral de energia; colocar documentos e objetos de valor em sacos plásticos, em caso de enxurradas; e evitar permanecer ao ar livre se for confirmada a situação de perigo.

(Estadão Conteúdo)

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