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China concentra quase um terço das exportações brasileiras e bate recordes no comércio com o Brasil

As exportações brasileiras para o país asiático somaram US$58,3 bilhões entre janeiro e junho, enquanto as importações chegaram a US$38,5 bilhões, de acordo com levantamento do Conselho Empresarial Brasil-China

 (3dmitry/Getty Images)

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China2Brazil
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Agência

Publicado em 15 de julho de 2026 às 18h46.

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O comércio entre Brasil e China atingiu novos recordes no primeiro semestre de 2026. As exportações brasileiras para o país asiático somaram US$58,3 bilhões entre janeiro e junho, enquanto as importações chegaram a US$38,5 bilhões, de acordo com levantamento do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC).

A China respondeu por 31,6% das exportações brasileiras no período, mantendo a liderança entre os destinos dos produtos nacionais. O país também foi o principal fornecedor do Brasil, com participação de 27% nas importações.

O resultado gerou um superávit de US$19,8 bilhões para o Brasil na relação comercial com Pequim, valor equivalente a 47% de todo o saldo positivo registrado pelo país no comércio internacional no semestre.

Entre os destaques está o petróleo, que alcançou US$15,1 bilhões em exportações para a China, maior valor da série histórica iniciada em 1997. O montante supera, sozinho, todas as exportações brasileiras para a Argentina no período, que somaram US$7,3 bilhões.

Segundo o levantamento, a soja também registrou crescimento, com US$20,2 bilhões em vendas, alta de 7% na comparação com o primeiro semestre de 2025. O valor ficou acima de todo o comércio de exportação do Brasil para os Estados Unidos, que atingiu US$17,4 bilhões.

Outros setores também tiveram desempenho recorde. As exportações de minério de ferro chegaram a US$9,2 bilhões, enquanto a carne bovina movimentou US$4,8 bilhões, maior resultado para o período, de acordo com o CEBC.

No caminho inverso, os veículos eletrificados chineses ganharam espaço no mercado brasileiro. As importações de carros elétricos, híbridos e híbridos plug-in somaram US$5,35 bilhões no semestre, impulsionadas pela antecipação de embarques antes do aumento da tarifa de importação para 35%, que entrou em vigor em julho.

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