Brasil

CCJ aprova PEC que estende Ficha Limpa a cargos públicos

O projeto prevê que pessoas consideradas inelegíveis devido a crimes como corrupção não poderão ser nomeadas para cargos e empregos da administração pública


	Pedro Taques: essa PEC, proposta originalmente pelo senador Pedro Taques (PDT-MT), já foi aprovada pelo Senado em julho
 (Waldemir Barreto/Agência Senado)

Pedro Taques: essa PEC, proposta originalmente pelo senador Pedro Taques (PDT-MT), já foi aprovada pelo Senado em julho (Waldemir Barreto/Agência Senado)

DR

Da Redação

Publicado em 13 de novembro de 2013 às 12h37.

Brasília - A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira, 13, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estende os efeitos da lei da Ficha Limpa para cargos da administração pública, a PEC 284 de 2013. O próximo passo, agora, deverá ser a criação de uma Comissão Especial para discutir a proposta.

Caso os deputados aprovem o mérito da matéria, pessoas consideradas inelegíveis devido a condenação judicial definitiva de órgão colegiado por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e abuso de autoridade não poderão ser nomeadas para cargos e empregos da administração pública.

A regra veda a designação para função de confiança e a nomeação para emprego em efetivo ou comissionado àqueles que se encontrem nessa condição, pelo tempo de efeito da inelegibilidade.

A CCJ analisa a admissibilidade da proposta. Para o mérito da PEC ser validado em Plenário, é preciso o apoio de pelo menos 308 deputados, em dois turnos.

Essa PEC, proposta originalmente pelo senador Pedro Taques (PDT-MT), já foi aprovada pelo Senado em julho. No parecer votado nesta manhã pelos membros da CCJ, o relator Beto Albuquerque (PSB-RS) lembra que o objetivo da PEC, conforme apontado pelos autores do texto no Senado, é "exigir uma vida pregressa proba dos ocupantes de cargos comissionados e de funções de confiança".

"(Os autores) esclarecem que a proposição partilha dos mesmos motivos de criação da lei de Ficha Limpa, que é a concretização do princípio da moralidade da administração pública", escreve Albuquerque no relatório. "(Os autores) acreditam que, para a efetiva concretização desse princípio, não basta que os brasileiros condenados judicialmente não participem do pleito eleitoral. É importante que a "ficha limpa" seja também um requisito para investidura e nomeação em cargo de comissão e funções de chefia", conclui.

Acompanhe tudo sobre:Política no BrasilCâmara dos DeputadosServidores públicosLei da Ficha Limpa

Mais de Brasil

Lula assina MP que exige nota mínima no Enamed para formados poderem atuar como médicos

Operação contra líder de Lula dá oxigênio a Flávio e abre espaço para Renan, diz analista

Real Time Big Data: Lula e Flávio Bolsonaro empatam com 37% no 1º turno no Tocantins

Lula sinaliza que Jaques Wagner permanece como líder do governo no Senado após operação da PF