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Cardozo acha inevitável desconstrução do efeito Marina

Para o ministro, a escolha em Marina "representa um salto no escuro" e ainda não houve tempo para os eleitores "refletirem" sobre as propostas


	O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo
 (Antonio Cruz/Agência Brasil)

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (Antonio Cruz/Agência Brasil)

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Da Redação

Publicado em 3 de setembro de 2014 às 19h30.

Brasília - O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, considerou nesta quarta-feira, 03, como inevitável a desconstrução do efeito Marina Silva, que vem colocando a candidata do PSB na liderança num possível segundo turno da disputa presidencial.

Para o ministro, a escolha em Marina "representa um salto no escuro" e ainda não houve tempo para os eleitores "refletirem" sobre as propostas da candidata, consideradas por ele como "fluidas" e "etéreas".

O ministro recebeu o Broadcast Político horas antes da divulgação da nova pesquisa Ibope ocorrida no final da tarde de hoje.

"Não tenho a menor dúvida de que a candidata que está aparecendo em primeiro lugar no segundo turno, a Marina, ela ainda não passou pelo crivo de uma reflexão, de um debate mais apurado no seu conjunto de ideias. É uma candidatura recente do ponto de vista desse processo eleitoral. As ideias que ela tem ainda suscitam muitas dúvidas e as primeiras respostas que vêm sendo dadas não me parecem satisfatórias", afirmou Cardozo.

Questionado se ainda haveria tempo para "desconstruir" o efeito Marina, ele respondeu: "Acho inevitável que se desconstrua porque, francamente, não estou vendo no programa de governo, nas ideias expressas, solidez e concretudes. Vejo coisas muito etéreas, vejo situações que não se combinam, que não se explicam e que até encantam pelas palavras, mas não sobrevivem à razão, à uma análise racional mais segura".

Na avaliação do ministro, a polarização, que no início era feita com o candidato Aécio Neves (PSDB), deverá se concentrar nesta nova etapa com Marina.

"Uma polarização que o tempo vai favorecer mais a candidatura Dilma por força das propostas, da consistência do que se diz, da harmonização daquilo que se coloca. A visão da Marina tem sido muito etérea, fluida. Não vejo como isso possa sobreviver até as eleições".

Cardozo também considerou que o sentimento de "mudança" que até aqui vem sendo simbolizado por Marina deverá diminuir com o avançar da disputa eleitoral.

"Se não ficar muito claro qual caminho se pretende tomar e bem concreto o terreno que se pisa, você vai fazer esse caminho? Acho que a possibilidade de as pessoas perceberem que é mudar mas para que as coisas fiquem piores do que estão é real".

Pesquisa

De acordo com a pesquisa Ibope divulgada hoje, no primeiro turno, a presidente Dilma Rousseff conta com 37% das intenções de votos, Marina 33% e Aécio Neves (PSDB), 15%.

Na simulação do segundo turno, Marina lidera com sete pontos de vantagem, com 46% contra 39% da petista.

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