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Câmara de SP acha que a tarifa pode cair para R$ 2,89

Segundo estudo, a economia poderia ser obtida alterando as regras para a compra do diesel usado nos 15 mil coletivos que rodam pela capital paulista

Movimento Passe Livre protesta contra o aumento da passagem de ônibus em São Paulo: dados da ANP mostram que o preço mínimo pode ser de 1,71 real (Divulgação/Movimento Passe Livre)
DR

Da Redação

Publicado em 18 de dezembro de 2013 às 08h17.

São Paulo - A tarifa de ônibus em São Paulo pode ser ao menos 11 centavos mais barata. A conclusão está no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Transportes, que será apresentado em fevereiro na Câmara.

De acordo com estudos desenvolvidos pela CPI formada após os protestos de junho, a economia poderia ser obtida alterando as regras para a compra do diesel usado nos 15 mil coletivos que rodam pela capital paulista.

Nos contratos atuais, a fatia do combustível na passagem é calculada segundo o consumo e o preço médio praticado pelo mercado. Mas se a cidade seguir o exemplo de outras capitais do Brasil, como Porto Alegre, Curitiba e Florianópolis, e estabelecer o valor mínimo, a "sobra" anual pode chegar a R$ 197,8 milhões.

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que a diferença entre os preços citados pode ser superior a 40 centavos: o mínimo é de 1,71 real, enquanto o médio é de 2,13 reais.

Relatora da CPI, a vereadora Edir Sales (PSD) diz que, aparentemente, a solução parece fácil, mas que é preciso boa vontade dos envolvidos. "As empresas terão de colaborar mais."

Perguntado sobre a possibilidade de alterar a regra no edital a ser lançado pela Prefeitura em 2014 para a reorganização do sistema, o secretário municipal dos Transportes, Jilmar Tatto, disse que a proposta pode ser acatada. "Tudo o que for para baratear o sistema é bem-vindo", afirmou.

Empresas

Já o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (Urbanuss) diz que nem todas as viações conseguem comprar o combustível pelo preço mínimo. A entidade, no entanto, não explicou o motivo da dificuldade.

Conforme o Urbanuss, a tarifa é uma "questão política e social" e a fixação é de inteira responsabilidade do poder concedente, a Prefeitura de São Paulo.

O sindicato ressaltou que os custos do transporte urbano envolvem mão de obra e controle da compra e consumo de materiais e equipamentos. Na planilha atual de custos, 51% são fixos e 32%, variáveis, como o valor do diesel e a quantidade de quilômetros percorridos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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São Paulo - A tarifa de ônibus em São Paulo pode ser ao menos 11 centavos mais barata. A conclusão está no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Transportes, que será apresentado em fevereiro na Câmara.

De acordo com estudos desenvolvidos pela CPI formada após os protestos de junho, a economia poderia ser obtida alterando as regras para a compra do diesel usado nos 15 mil coletivos que rodam pela capital paulista.

Nos contratos atuais, a fatia do combustível na passagem é calculada segundo o consumo e o preço médio praticado pelo mercado. Mas se a cidade seguir o exemplo de outras capitais do Brasil, como Porto Alegre, Curitiba e Florianópolis, e estabelecer o valor mínimo, a "sobra" anual pode chegar a R$ 197,8 milhões.

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que a diferença entre os preços citados pode ser superior a 40 centavos: o mínimo é de 1,71 real, enquanto o médio é de 2,13 reais.

Relatora da CPI, a vereadora Edir Sales (PSD) diz que, aparentemente, a solução parece fácil, mas que é preciso boa vontade dos envolvidos. "As empresas terão de colaborar mais."

Perguntado sobre a possibilidade de alterar a regra no edital a ser lançado pela Prefeitura em 2014 para a reorganização do sistema, o secretário municipal dos Transportes, Jilmar Tatto, disse que a proposta pode ser acatada. "Tudo o que for para baratear o sistema é bem-vindo", afirmou.

Empresas

Já o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (Urbanuss) diz que nem todas as viações conseguem comprar o combustível pelo preço mínimo. A entidade, no entanto, não explicou o motivo da dificuldade.

Conforme o Urbanuss, a tarifa é uma "questão política e social" e a fixação é de inteira responsabilidade do poder concedente, a Prefeitura de São Paulo.

O sindicato ressaltou que os custos do transporte urbano envolvem mão de obra e controle da compra e consumo de materiais e equipamentos. Na planilha atual de custos, 51% são fixos e 32%, variáveis, como o valor do diesel e a quantidade de quilômetros percorridos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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