Butantan abre pré-cadastro para voluntários de testes da Butanvac

O pré-cadastro vai agilizar o processo de desenvolvimento da vacina. Serão selecionados 418 voluntários, maiores de 18 anos

O Instituto Butantan abriu, nesta quarta-feira, 16, um pré-cadastro para as pessoas que queiram participar da fase de testes da Butanvac, a nova vacina contra a covid-19. Na última semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu a autorização para testes clínicos do imunizante em humanos. Ainda falta a liberação da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), mas o presidente da entidade, Dimas Comas, espera que o aval deva ocorrer em breve.

"O Butantan não faz o cadastro, mas faz o pré-cadstro no sentido de encaminhar as informações ao centro que vai desenvolver o estudo. O que vai ser avaliado é a segurança da vacina", explicou Dimas Covas, nesta quarta-feira, 16, em entrevista coletiva.

O formulário pode ser preenchido pelo site (https://butanvac.butantan.gov.br/). O estudo será realizado no Hospital das Clínicas (FMUSP), na capital paulista, e no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Os testes em seres humanos são feitos em três etapas, e este é o primeiro. 

Como ser voluntário da Butanvac

Podem se candidatar para participar da pesquisa clínica da Butanvac maiores de 18 anos. A primeira fase de testes de segurança será com 418 voluntários, divididos em grupos. Em três deles será testado o escalonamento de doses, e um grupo controle, que receberá placebo.

“Dentre os voluntários há diversos grupos: aqueles que não tiveram contato com vírus, aqueles que já tiveram e, inclusive, aqueles que já foram imunizados com outras vacinas”, explicou Dimas Covas. Cada grupo receberá uma aproximação específica em relação ao estudo, visando um objetivo diferente.

Produção da Butanvac

O processo de fabricação na Butanvac se assemelha com a da gripe e é feito com ovos embrionados. Ao chegar no Butantan, os ovos passam pelo controle de qualidade. Depois disso, ficam em uma área totalmente isolada do laboratório. Os ovos recebem uma versão modificada do vírus que leva até 72 horas para se multiplicar. Na próxima etapa, é retirado o líquido em que há essa grande concentração de vírus.

Só então ocorrem as etapas de purificação, clarificação, filtração, e inativação química do vírus, dando origem ao chamado IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo), que é processado e envazado. Cada ovo pode dar origem a até 3 doses de vacina.

“Em aproximadamente 11 dias temos o monovalente finalizado, que fica armazenado em câmara fria”, diz Douglas Gonçalves de Macedo, gerente de produção do prédio de fabricação da vacina influenza do Butantan.

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