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Brasileiro vivia melhor no tempo de Lula, apesar de 'roubo', diz Bolsonaro

O Presidente disse que a vida do brasileiro seria "melhor ainda" se Lula não tivesse "roubado tanto"

 (Foto Lula: Bloomberg / Foto Bolsonaro: Evaristo Sa/Getty Images)

(Foto Lula: Bloomberg / Foto Bolsonaro: Evaristo Sa/Getty Images)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 17 de maio de 2022 às 14h59.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse a apoiadores em Brasília nesta segunda-feira, 16, que no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) "o povo vivia um pouco melhor do que hoje".

Em referência aos preços dos produtos afetados pela inflação em escalada, o presidente atribuiu o mau momento às restrições decorrentes da pandemia de covid-19 e à guerra na Ucrânia. Bolsonaro, porém, disse que a vida seria "melhor ainda" se Lula não tivesse "roubado tanto". O petista comandou o Executivo nacional entre os anos de 2003 e 2010.

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"Aí falam: No tempo dele o povo vivia um pouco melhor do que hoje. Lógico que vivia, concordo. Temos um pós-pandemia, do fica em casa, economia a gente vê depois, com a guerra", afirmou, ao citar problemas relacionados à Petrobras, e à gestão petista da Caixa Econômica e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "É dinheiro de vocês, ou que vocês vão pagar a conta um dia", disse.

"Mas lá atrás se vivia melhor, poderia ter vivido muito, muito melhor ainda se não tivesse roubado tanto", completou o presidente.

Também nesta segunda, durante evento com empresários em São Paulo, o presidente reconheceu o impacto da inflação na disputa pelo Palácio do Planalto. Embora sem citar Lula nominalmente, Bolsonaro mostrou acreditar que o eleitor faz comparações entre passado e presente na hora de escolher seu candidato.

"Uma parte da população não sabe ver diferença. Olha na ponta da linha como está o preço na gôndola do supermercado e vota de acordo com o que está vendo, achando que vai voltar o diesel a R$ 3, a lata de óleo a R$ 5?, disse o presidente, pré-candidato à reeleição.

Bolsonaro, no entanto, voltou a jogar a culpa da inflação na crise trazida pela pandemia da covid-19 e pelas medidas de contenção do coronavírus.

(Estadão Conteúdo)

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