Brasil

Brasil busca acordos de proteção e promoção

Retomada das negociações decorre de pressão de empresas que querem se proteger de onda estatizante que se alastra na América do Sul

Cunha e Grando: as exportações já representam 15% do faturamento

Cunha e Grando: as exportações já representam 15% do faturamento

DR

Da Redação

Publicado em 17 de novembro de 2010 às 14h54.

A disparada dos investimentos de multinacionais brasileiras no exterior fez com que o governo federal desengavetasse negociações sobre acordos internacionais de proteção e promoção. As conversas estão avançando com o Chile. Por enquanto,o Brasil não tem nenhum acordo desse tipo. Mas para que essas iniciativas surtam efeitos positivos, empresas e especialistas dizem que é preciso agregar cláusulas que impeçam a bitributação.

Segundo estimativas do BC, de janeiro a outubro deste ano, as companhias nacionais remeteram US$ 7,6 bilhões para fora.

Em 2009, por conta da crise, o País resgatou US$ 10,084 bilhões. Com a retomada do crescimento dos investimentos em 2010, muitas companhias passaram a pressionar o governo para que as negociações em torno desses acordos fossem retomadas.

A base dos acordos consiste em proteger os investimentos de um país no exterior e vice-versa em casos, por exemplo, de estatização. Ou seja, o tratamento do investidor estrangeiro e o local é o mesmo entre os países que têm acordo bilateral. Dessa maneira, as empresas têm mais uma garantia jurídica de que não perderão dinheiro em investimentos feitos em economias arriscadas.

Existe até a possibilidade de cobrança de indenização em tribunais internacionais. Segundo fontes do governo, a retomada das negociações decorre de pressão de empresas que querem se proteger de onda estatizante que se alastra na América do Sul em países como Venezuela, Bolívia e Equador. Esse risco não é visto nas negociações com o Chile.

Mas a intenção do governo é utilizar um possível acordo com os chilenos como modelo para assinatura de outros tratados de investimentos. “O Brasil é muito estável. Nunca teve expropriação. O acordo só seria uma segurança a mais”, afirmou o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Welber Barral.

Acompanhe tudo sobre:América LatinaDados de BrasilInvestimentos de empresasGlobalização

Mais de Brasil

STF valida aumento de pena por crimes contra a honra de agentes públicos

Como funciona a correção da redação do Enem? Debates nas redes acendem alerta para mudança de regras

Kassab filia seis dos oito deputados estaduais do PSDB em São Paulo

Deputado apresenta projeto para proibir redes sociais a menores de 16 anos