Brasil acredita que disputa sobre assentos no FMI será resolvida

Estados Unidos e Europa estudam se devem dar ou não mais poder aos países emergentes

Brasília - O Brasil está otimista de que uma disputa por poder no Fundo Monetário Internacional (FMI) será resolvida antes do prazo de 31 de outubro, disse uma fonte do governo do país à Reuters na terça-feira.

O comentário foi feito em um momento em que uma disputa entre Estados Unidos e Europa sobre dar ou não mais poder aos países emergentes ameaça desequilibrar o FMI.

"A expectativa é que haja algum tipo de acordo para resolver isso", disse a fonte.

Uma possibilidade é adotar a rotatividade dos assentos atualmente ocupados por países europeus pequenos, para dar um lugar às nações em desenvolvimento, acrescentou a fonte.

Os Estados Unidos querem que a Europa dê algum dos assentos que ocupa no conselho de 24 membros aos países emergentes, para refletir o aumento da importância econômica deles no mundo.

Em 13 de setembro, o ministro das Finanças belga, Didier Reynders, disse que faz sentido os países da zona do euro ocuparem um único assento no conselho do FMI, mas reconheceu que seria difícil convencer todos os países disso.

Autoridades do conselho alertaram que se os dois lados não chegarem a um acordo antes de 31 de outubro, quatro assentos detidos por Brasil, Índia, Argentina e Ruanda serão cortados, porque eles têm menos participação nas cotas do Fundo.

"Nunca consideramos a possibilidade de o Brasil perder o assento", disse a fonte. "Isso é politicamente inaceitável. Imagine se os africanos acabarem sem assento, quarenta países sem assento, a América Latina toda sem assento."

"Imagine apenas europeus e norte-americanos no Fundo. Isso significaria o fim do Fundo."

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