Brasil

Bolsonaro sanciona lei e stalking passa a ser crime no Brasil

Legislação altera o Código Penal e já existe em países como Estados Unidos e França. Pena vai de seis meses a dois anos

 (CribbVisuals/Getty Images)

(CribbVisuals/Getty Images)

AO

Agência O Globo

Publicado em 1 de abril de 2021 às 19h54.

O presidente Jair Bolsonaro sancionou lei que criminaliza o stalking, também conhecido como perseguição. Segundo o texto, essa violação pode se dar em qualquer meio, como a internet, e incluir ameaças à integridade física e psicológica, restrição de liberdade e invasão de privacidade. A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) na quarta-feira.

Com pena prevista de seis meses a dois anos, mais multa, a norma altera o decreto-lei nº 2.848 do Código Penal de 1940. No entanto, a penalidade pode aumentar em 50% se a perseguição for cometida contra mulheres, por questão de gênero, além de crianças, adolescentes e idosos.

Dessa forma, a ideia é coibir tentativas de aproximação indesejada, físicas ou virtuais, por meio de aparições constantes em locais onde a vítima costuma estar e do envio de mensagens sucessivas. Países como Estados Unidos, França e Canadá têm normas parecidas em vigor.

Autora do texto, a senadora Leila Barros (PSB-DF) defende que a medida trará mais segurança às vítimas. "É um mal que deve ser combatido antes que a perseguição se transforme em algo ainda pior. Este é um projeto que propus a partir de uma reportagem mostrando os impactos do stalking na vida das vítimas. (...) Com a nova legislação, poderemos agora mensurar com precisão os casos que existem no Brasil e que os criminosos não fiquem impunes como estava ocorrendo", escreveu em nota.

A lei 14.132/21 integra o Pacote Basta, uma série de propostas legislativas de enfrentamento à violência doméstica e familiar entregue pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) ao Congresso Nacional no início de março.

Acompanhe tudo sobre:Mulheresabuso-sexualJair Bolsonaro

Mais de Brasil

PF afasta Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão por faltas injustificadas

Mendonça autorizou quebras de sigilos de filho de Lula antes da CPMI do INSS

Tarcísio diz que não abrirá mão da nova sede por causa de desapropriações

Nova sede de SP: consórcio cita BNDES e debêntures como opções de financiamento