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Boatos sobre Bolsa podem ter sido orquestrados, diz Cardozo

Quanto à possibilidade de motivação política para a divulgação dos boatos, Cardozo disse que ainda é cedo para qualquer posicionamento


	O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo: segundo ele, a PF está investigando o caso com “absoluta prioridade”.
 (Marcelo Camargo/ABr)

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo: segundo ele, a PF está investigando o caso com “absoluta prioridade”. (Marcelo Camargo/ABr)

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Da Redação

Publicado em 21 de maio de 2013 às 12h47.

Brasília - O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse hoje (21) que a velocidade com que os boatos sobre o fim do Bolsa Família se espalhou levanta a suspeita de que a ação possa ter sido “orquestrada”.

“Isso chama a atenção porque tivemos a eclosão [dos boatos] em vários pontos diferentes do território nacional e com uma velocidade espantosa. Não podemos afastar a hipótese de ter havido orquestração desses boatos sabe-se lá porque razão. Evidentemente houve uma ação de muita sintonia, mas isso nos leva a cogitar essa hipótese”, disse ao acrescentar que haverá rigor nas punições, embora ainda não seja possível identificar quais delitos foram cometidos.

Quanto à possibilidade de motivação política para a divulgação dos boatos, Cardozo disse que ainda é cedo para qualquer posicionamento. “Seria leviano da minha parte, enquanto ministro da Justiça, falar sobre isso enquanto a apuração não for concluída”, destacou.

Segundo ele, a PF está investigando o caso com “absoluta prioridade”. “Ações como essa mostram um profundo descompromisso com o interesse público e com o país”.

A informação falsa de que só seria possível sacar o benefício até sábado (18) levou muitas pessoas às agências da Caixa Econômica Federal e dos Correios.

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