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Bloqueios na Petrobras foram todos evitados, diz Jean Paul Prates

Indicado por Lula para presidência da Petrobras, Prates afirmou que atuação preventiva conseguiu evitar bloqueios; refinarias foram alvo de grupos bolsonaristas na madrugada

Prates: movimentos nas refinarias da Petrobras na madrugada foram contidos preventivamente (Roque de Sá/Agência Senado)

Prates: movimentos nas refinarias da Petrobras na madrugada foram contidos preventivamente (Roque de Sá/Agência Senado)

CR

Carolina Riveira

Publicado em 9 de janeiro de 2023 às 15h22.

Última atualização em 9 de janeiro de 2023 às 15h41.

A Petrobras conseguiu evitar o avanço de bloqueios convocados para suas refinarias, afirmou nesta segunda-feira, 9, o indicado para presidência da estatal, senador Jean Paul Prates (PT-RN).

Prates fez os comentários durante reunião de lideranças no Congresso. O senador, que ainda não tomou posse como presidente da Petrobras, afirmou em nota que está em contato com a atual gestão da empresa sobre o caso.

"Havia, como amplamente noticiado, convocações para bloquear acessos nesta madrugada e provocar desabastecimento. Foram todas evitadas com reforço na vigilância, na inteligência e apoio das forças policiais dos respectivos estados", diz a nota do senador.

Enquanto, em Brasília, atos terroristas depredaram os prédios dos três poderes no domingo, 8, circularam mensagens em grupos bolsonaristas que indicavam que o próximo alvo poderiam ser as refinarias da Petrobras. O objetivo era paralisar o fluxo de combustíveis e criar caos generalizado em outras áreas do país.

Prates vinha monitorando a situação desde a noite de domingo, quando já havia se pronunciado sobre o tema. Havia preocupação sobretudo com Reduc (em Duque de Caxias, no RJ), Replan (Paulínia, em SP), Revap (São José dos Campos, em SP) e Refap (Canoas, RS), que estavam nas postagens de convocação em grupos e redes sociais bolsonaristas. O policiamento foi reforçado.

No domingo, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) também enviou um documento a Prates e órgãos de segurança dentro e fora da Petrobras sobre a preocupação com as ameaças.

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Prates afirmou que a atual gestão da Petrobras "está agindo diligentemente para detectar, prevenir e desmobilizar antecipadamente quaisquer ameaças à integridade das instalações e dos trabalhadores".

O senador disse ainda que conversou nesta segunda-feira com o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PSC) e disse que membros da inteligência da Petrobras estão presentes no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) do governo estadual. "Nos demais estados também estamos em contato com governadores e autoridades de segurança", disse Prates.

Prates foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para presidir a Petrobras. Apesar da indicação, Prates ainda precisará passar por um rito de governança na estatal até chegar efetivamente ao cargo, e há negociações em andamento nos bastidores para que o petista possa assumir a Presidência.

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