Brasil

Bernardo diz que valor recebido com leilão 4G foi importante

De acordo com Paulo Bernardo, nos próximos quatro anos, o 4G pode se consolidar como a principal tecnologia de banda larga móvel


	4G: nos próximos 4 anos, 4G pode ser principal tecnologia de banda larga móvel, diz ministro
 (David Ramos/Bloomberg)

4G: nos próximos 4 anos, 4G pode ser principal tecnologia de banda larga móvel, diz ministro (David Ramos/Bloomberg)

DR

Da Redação

Publicado em 5 de dezembro de 2014 às 18h33.

Brasíia - Após o pagamento à vista de mais de R$ 5 bilhões pelas empresas de telecomunicações ao Tesouro Nacional, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, reconheceu, nesta sexta-feira, 5, que o depósito das outorgas pelas vencedoras do leilão de 4G na faixa de 700 mega-hertz (MHz) foi importante para o governo.

"As empresas estão sendo vistas como heroínas em alguns blocos da Esplanada. Mas será que as pessoas estão mais preocupadas com o superávit primário do que com a melhoria da qualidade do serviço?", disse após participar do evento de assinatura dos contratos entre a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e as operadoras Claro, TIM, Telefônica Vivo e Algar Telecom.

De acordo com Bernardo, nos próximos quatro anos, o 4G pode se consolidar como a principal tecnologia de banda larga móvel.

"As empresas sabem que na verdade pagaram barato pela faixa, porque esse será o serviço predominante. A frequência de 700 MHz é o filé mignon para se fazer o 4G", comentou.

Já o presidente da Anatel, João Rezende, minimizou a frustração de arrecadação com o leilão de setembro, que resultou em outorgas de R$ 5,1 bilhões, ante os R$ 8 bilhões previstos originalmente pelo governo.

"Independentemente de quanto o leilão de 4G arrecadou, temos de olhar a importância do leilão para a indústria de telecomunicações. Até 2018, teremos processo de modernização e avanço tecnológico tanto para a radiodifusão quanto para a os serviços de telefonia e banda larga. Estaremos incentivando indústria brasileira a encontrar soluções para os dois setores", afirmou.

Amadurecimento

Segundo Rezende, apesar do atraso no cronograma do leilão, a negociação feita com as teles e os radiodifusores que atualmente ocupam a frequência fizeram com que a Anatel "amadurecesse".

Paulo Bernardo, inclusive, considerou que essa negociação evitou "uma briga de elefantes".

"Todos os setores hoje avaliam que fizemos uma modelagem a contento", classificou o ministro.

Também participando da cerimônia, os representantes das teles destacaram o trabalho a ser feito para a complementação do 4G - hoje oferecido na faixa de 2,5 giga-hertz (GHz) em 129 municípios.

"Agora teremos muito trabalho a fazer, para a limpeza da faixa de 700 MHz e implantação do 4G. Fomos a primeira empresa a comprar um lote de 3G e também de 4G no Brasil, confirmando o nosso compromisso com o país no sentido de oferecer o melhor serviço para os nossos clientes", afirmou o presidente da Claro, Carlos Zenteno.

Para o presidente da Telefônica Vivo, Antônio Carlos Valente, muitas pessoas acharam que seria impossível que a nova faixa já pudesse ser disponibilizada.

"A sociedade pode ficar tranquila, porque os direitos dos radiodifusores estarão garantidos e vamos trabalhar para que a expansão do 4G nessa frequência seja rápida para que ela chegue a mais usuários", comentou.

O vice-presidente de Assuntos Institucionais da TIM, Mario Girasole, disse que o processo que começa a partir da assinatura dos contratos é ainda mais desafiador, com a digitalização de todos os sinais de TV do país e a implantação das novas redes de 4G.

"Obviamente, será um benefício enorme para o Brasil e seus usuários", concluiu.

Acompanhe tudo sobre:InternetLeilõesTelefonia4G

Mais de Brasil

CNH automática para 'bom condutor' entra em vigor nesta segunda-feira; veja como obter

Alfa, Gerp e Quaest: quando saem e quais são as próximas pesquisas eleitorais?

Ministério da Saúde anuncia suspensão de vacina da dengue do Butantan após mortes suspeitas

Nunes Marques suspende pesquisa eleitoral da AtlasIntel que aponta queda de Flávio Bolsonaro