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Aviões militares iniciam operação na Amazônia e despejam água em floresta

Vídeo divulgado pelo Ministério da Defesa nas redes sociais mostra aeronave da Força Aérea sobrevoando região de Porto Velho, em Rondônia

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Amazônia: Bolsonaro disse na sexta (23) que enviaria militares para conter crise na região (Sargento Johnson/FAB/Reprodução)

Amazônia: Bolsonaro disse na sexta (23) que enviaria militares para conter crise na região (Sargento Johnson/FAB/Reprodução)

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Jake Spring, da Reuters

Publicado em 25 de agosto de 2019 às, 18h10.

Última atualização em 25 de agosto de 2019 às, 19h36.

Brasília - Aviões de guerra brasileiros estão jogando água em incêndios na floresta amazônica no estado de Rondônia, respondendo a um clamor global contra destruição da maior floresta tropical do mundo, segundo um vídeo do governo.

Até este domingo, o presidente Jair Bolsonaro autorizou operações militares em sete estados para combater fortes incêndios na Amazônia, respondendo a pedidos de assistência de seus governos locais, disse uma porta-voz da Presidência.

O vídeo publicado pelo Ministério da Defesa na noite de sábado mostrou um avião militar despejando milhares de litros de água de dois jatos gigantes enquanto passava por nuvens de fumaça perto das copas das árvores.

A resposta surge quando líderes de países do G7 que se encontram atualmente na França manifestaram graves preocupações com os incêndios.

O presidente da França, Emmanuel Macron, disse neste domingo que os líderes do G7 estavam próximos de um acordo sobre como ajudar a combater os incêndios na floresta amazônica e tentar reparar a devastação.

Quase 80.000 focos de incêndios foram registrados em todo o Brasil até 24 de agosto, o maior número desde pelo menos 2013, segundo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Bolsonaro anunciou na sexta-feira que os militares seriam enviados para ajudar após vários dias de críticas do público e dos líderes mundiais de que o governo do Brasil não estava fazendo nada para combater os incêndios.

Mas fora de Rondônia, o governo ainda não havia fornecido detalhes operacionais para outros Estados. O Ministério da Defesa disse em uma entrevista coletiva no sábado que 44 mil soldados estavam disponíveis na região norte da Amazônia, mas não disse quantos seriam usados ​​onde e o que fariam.

O Ministério da Defesa não respondeu imediatamente ao pedido de mais detalhes neste domingo.

O ministro da Justiça, Sergio Moro, também autorizou uma força da polícia militar a ajudar no combate aos incêndios, com 30 a serem enviados de Brasília para Porto Velho. O gabinete do presidente postou no Twitter uma foto de policiais em um avião com destino a Rondônia que chegaria ao meio-dia.

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, postou um vídeo mostrando uma caravana de caminhões amarelos de prevenção de incêndio e outros veículos do governo, dizendo que eles estavam no chão respondendo em Rondônia.

A Amazônia é a maior floresta tropical do mundo e é vista como vital para a luta contra as mudanças climáticas devido às vastas quantidades de dióxido de carbono que absorve.

O cientista climático brasileiro Carlos Nobre disse que se preocupa se 20% a 25% do ecossistema for destruído pelo fato de a Amazônia atingir um ponto de inflexão, após o que entraria em um período autossustentável de morte à medida que a floresta se transforma em savana. Nobre alertou que não está longe, já que 15% a 17% da floresta tropical foram destruídas.

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