Eleições 2026: Pesquisas medirão decisão do eleitorado brasileiro (Ricardo Stuckert/Flickr/Divulgação)
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Publicado em 30 de julho de 2026 às 12h28.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concentra suas maiores vantagens eleitorais entre mulheres, eleitores de baixa renda, moradores do Nordeste e grupos identificados com a esquerda, segundo pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira, 29.
Embora lidere o cenário nacional de primeiro turno com 44,9% das intenções de voto, contra 35,8% do senador Flávio Bolsonaro (PL), o desempenho do petista varia significativamente conforme o perfil do eleitor.
Enquanto o petista concentra sua força entre grupos menos favorecidos e progressistas, o candidato do PL obtém seus melhores resultados entre eleitores conservadores e que se identificam com o campo político da direita.
Entre as mulheres, Lula registra 48,9% das intenções de voto, contra 33,4% de Flávio Bolsonaro, abrindo uma vantagem de 15,5 pontos percentuais.
Entre os homens, a disputa é bem mais equilibrada. O petista aparece com 40,6%, enquanto o senador do PL soma 38,5%, diferença de apenas 2,1 pontos.
O maior desempenho regional de Lula aparece no Nordeste. Na região, o presidente alcança 65,8% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 21,3%, uma vantagem de 44,5 pontos percentuais.
No Sudeste, Lula também lidera, com 41,2%, ante 37,2% do candidato do PL.
Entre os eleitores com renda familiar de até R$ 2 mil, Lula registra 55,3%, contra 35,4% de Flávio Bolsonaro.
O presidente também lidera entre os católicos, segmento em que soma 50%, enquanto o adversário registra 36,3%.
Outro grupo em que Lula mantém ampla vantagem é o dos eleitores que se identificam como esquerda lulista. Nesse segmento, o petista concentra 98,5% das intenções de voto.
Além disso, Lula lidera entre os eleitores independentes, com 48,1%, contra 31,5% de Flávio Bolsonaro.
A pesquisa AtlasIntel entrevistou 5.021 eleitores entre 22 e 27 de julho de 2026, por meio de recrutamento digital aleatório (Atlas RDR). A margem de erro é de 1 ponto percentual, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado por Bloomberg e está registrado no TSE sob o protocolo BR-08602/2026.