Brasil

Temer deve sancionar reforma trabalhista

Aprovada no Senado na última terça, o tema está envolto em polêmicas por causa das mudanças

Maia: desafiou Temer ao dizer que não apreciaria medidas provisórias no texto aprovado (Ueslei Marcelino/Reuters)

Maia: desafiou Temer ao dizer que não apreciaria medidas provisórias no texto aprovado (Ueslei Marcelino/Reuters)

EH

EXAME Hoje

Publicado em 13 de julho de 2017 às 06h38.

Última atualização em 13 de julho de 2017 às 08h19.

O presidente Michel Temer deve sancionar nesta quinta-feira a reforma trabalhista. Aprovada no plenário do Senado na última terça, o tema, que já é envolto em polêmicas por causa das mudanças que impõe à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), ganhou mais uma. Ontem, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, desafiou Temer ao dizer que o plenário da casa não apreciaria as medidas provisórias que o governo pretende fazer para corrigir pontos do texto que deixaram de ser modificados pelo Senado em prol da agilidade.

Às Sete – um guia rápido para começar seu dia

Leia também estas outras notícias da seção Às Sete e comece o dia bem informado:

O presidente acordou com os senadores que o senado não modificaria o projeto que veio da Câmara para que ele não tivesse que retornar para os deputados. Com isso, editaria as MPs para temas que fossem consenso, como a possibilidade de gestantes e lactantes trabalharem em locais insalubres, que foi incluída por deputados e seria retirada pelos senadores. Temer também acertou com as centrais sindicais que criaria alguma alternativa ou período de transição para o fim do imposto sindical. Maia voltou atrás no final do dia e disse que a votação das medidas poderia ser negociada com os deputados, mas a confusão estava formada.

O senador Ronaldo Caiado (DEM-DF), correligionário de Maia, criticou o colega. “O Senado saberá reagir fortemente e exigir que acordo seja cumprido”, disse. A autocrítica é a mesma feita pelos senadores da oposição, que na semana passada avisavam que o Senado estava deixando de legislar em benefício do governo. Os senadores Simone Tebet (PMDB-MS), Lasier Martins (PSD-RS) e Armando Monteiro (PTB-PE) também ecoaram as críticas a Maia.

O governo, por sua vez, avalia que a decisão de Maia é um aceno ao mercado financeiro, assim como foi feito quando o deputado contou a interlocutores a intenção de manter a equipe econômica atual. Também seria uma maneira de incluir a Câmara na decisão sobre as MPs de forma que os desejos dos deputados não sejam totalmente atropelados.

Há outras fontes de preocupação para o Planalto. Ontem, o Ministério Público do Trabalho pediu que Temer vete a reforma por entendê-la inconstitucional por violar tratados de direitos humanos do trabalho e disse que levará o caso ao Supremo. A reforma foi aprovada, mas a batalha do governo continua.

Acompanhe tudo sobre:PolíticaExame HojeÀs Sete

Mais de Brasil

PF abre inquérito para investigar preços 'abusivos' de combustíveis

Por uninamidade, 1ª turma do STF condena deputados acusados de desvios de emendas

Vai ter greve nacional dos caminhoneiros? O que se sabe até agora

Caminhoneiros articulam nova greve nacional após alta do diesel, diz jornal