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Argentina: exportações para o Brasil bateram recorde

Nos primeiros 10 meses do ano, Brasil pagou US$ 11,772 milhões ao parceiro do Mercosul

Produção de cerejas: recorde das exportações argentinas ao Brasil era de US$ 300 mi (Wikimedia Commons)

Produção de cerejas: recorde das exportações argentinas ao Brasil era de US$ 300 mi (Wikimedia Commons)

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Da Redação

Publicado em 4 de novembro de 2010 às 11h22.

Buenos Aires - O ano de 2010 está consolidado como um dos melhores no comércio entre o Brasil e a Argentina – os dois maiores sócios comerciais no Mercosul. Nos primeiros dez meses deste ano, as exportações argentinas para o Brasil bateram um recorde histórico, registrando o total de US$ 11,772 milhões.

Até agora, o recorde das exportações do país vizinho para o Brasil era de US$ 300 milhões, em 2008. As informações foram divulgadas pela ministra argentina da Indústria, Débora Giorgi, ao comentar os resultados da balança comercial brasileira divulgados ontem (3), em Brasília, pela Secretaria do Comércio Exterior (Secex), órgão do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. As informações fazem parte de um comunicado do ministério publicado na página da Presidência da Argentina na internet.

Segundo a ministra, os principais produtos argentinos importados pelo Brasil em outubro foram veículos e autopeças, máquinas e equipamentos industriais, eletroeletrônicos, mineral de ferro, produtos siderúrgicos e pneus. Débora Giorgi também informou que o resultado das exportações argentinas para o Brasil em outubro, apesar de histórico, registrou déficit de US$ 479 milhões para o país vizinho, quando se analisa a totalidade do comércio bilateral ao longo do ano.

Em Brasília, o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, divulgou ontem, entre outros dados, que as exportações brasileiras somaram US$ 18,833 bilhões em outubro – um acréscimo de 37,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Pela primeira vez no ano, disse o secretário, as exportações brasileiras registraram melhor crescimento mensal que as importações, que aumentaram 35,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

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