STF: Gallotti formou-se em Direito pela então Universidade do Brasil, atual UFRJ (STF/Divulgação)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 26 de julho de 2026 às 16h07.
O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Octavio Gallotti morreu aos 95 anos. Gallotti presidiu o STF entre 1993 e 1995 e foi um dos ministros que marcaram a transição institucional após a Constituição de 1988.
A informação foi confirmada pela assessoria do STF. Até o momento, segundo o STF, não há informações sobre o velório e o sepultamento.
Nomeado ministro do STF em 1984 pelo então presidente João Figueiredo, permaneceu na Corte até 2000, quando se aposentou ao completar 70 anos, idade-limite para permanência no cargo à época. Antes de presidir o Supremo, comandou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entre 1989 e 1991 e foi vice-presidente do STF.
À frente do Supremo, entre maio de 1993 e maio de 1995, Gallotti chegou a exercer interinamente a Presidência da República por dois breves períodos, em 1994, conforme previa a linha sucessória constitucional.
Nascido no Rio de Janeiro, em 27 de outubro de 1930, Gallotti formou-se em Direito pela então Universidade do Brasil, atual UFRJ. Iniciou a carreira no Ministério Público, atuou como procurador junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) e presidiu o órgão em 1974.
Filho do ex-ministro do STF Luiz Gallotti e neto do também ministro da Corte Antônio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque, Octavio Gallotti pertenceu a uma família com longa tradição no Judiciário brasileiro.
Ao longo da carreira, produziu pareceres, votos e artigos jurídicos, além de receber condecorações civis e militares. Sua aposentadoria ocorreu em outubro de 2000, encerrando uma trajetória de 16 anos no Supremo e quase cinco décadas dedicadas ao serviço público.